
Mauren Isfer Anghebem: Farmacêutica-bioquímica. Especialista em Análises Clínicas e Toxicológicas, Especialista em Citologia Cérvico-Vaginal. Mestre e Doutora em Ciências Farmacêuticas com ênfase em Análises Clínicas. Professora da Escola de Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Professora do Departamento de Análises Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Apaixonada pela microscopia.
Há pouco mais de 400 anos, o mundo microscópico só era visível aos olhos divinos. Nesta época, ao homem só cabia a observação de objetos maiores que um fio de cabelo, uma vez que o menor tamanho que o olho humano tem capacidade de enxergar é aproximadamente 100 micrômetros.
Foi em 1591 que dois holandeses fabricantes de óculos, Hans e Zacharias Janssen, pai e filho, criaram o primeiro microscópio óptico. A partir daí o universo outrora invisível aos nossos olhos começa a ser desvendado.
Graças a esta ferramenta, a ciência avançou significativamente, como podemos observar através da história. Ainda que a invenção do primeiro microscópio seja atribuída aos Janssen, outro holandês, o cientista Anton van Leeuwenhoek, é considerado o pai do microscópio.
Ele teria aperfeiçoado as lentes da versão original e criado seu próprio instrumento monocular. Suas descobertas microscópicas e a observação de “animalículos” vivos em materiais biológicos contribuíram em diversos campos da ciência, com destaque para a análise do sêmen.
Na mesma época, o cientista britânico Robert Hooke desenvolveu o primeiro microscópio binocular composto por três lentes. Hooke foi o primeiro a observar unidades vivas em fatias de cortiça, as quais denominou de células, dando início a teoria celular.
O italiano Marcello Malpighi foi outro cientista a utilizar a microscopia como ferramenta de trabalho. Várias estruturas fisiológicas microscópicas observadas por ele foram nomeadas em sua homenagem, como as pirâmides de Malpighi nos rins. Malpighi foi um dos primeiros estudiosos a observar as hemácias ao microscópio.