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Análise das características morfológicas de linfomas anaplásicos de grandes células de ALK negativo com rearranjos do DUSP22

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Os linfomas anaplásicos de grandes células (ALCLs) representam um grupo de linfomas não Hodgkin com células T positivas para CD30 que variam em termos de genética, quadro clínico e comportamento biológico. Segundo a Organização Mundial de Saúde, existem três tipos distintos de ALCL:

  • ALCL sistêmico de ALK positivo;
  • ALCL sistêmico de ALK negativo;
  • ALCL cutâneo primário.

Os ALCLs sistêmicos de ALK positivo, muitas vezes, apresentam rearranjos do gene ALK e têm desfechos favoráveis na maioria dos casos após a quimioterapia de combinação padrão, ao passo que os ALCLs sistêmicos de ALK negativo carecem de rearranjos do ALK e apresentam desfechos inferiores aos dos de ALCLs de ALK positivo.

Entretanto, num estudo recente, os pesquisadores da Mayo Clinic constataram que os ALCLs de ALK negativo são geneticamente heterogêneos. Nesse estudo, publicado no periódico Blood, o maior subconjunto, representando 30% dos casos, apresentava rearranjos do locus DUSP22. Estes casos tiveram desfechos favoráveis semelhantes aos de ALCLs de ALK positivo e superiores aos de outros ALCLs de ALK negativo. Visando o aprofundamento dessa pesquisa, os pesquisadores da Mayo Clinic realizaram outro estudo, a fim de examinarem de modo mais minucioso as características morfológicas desses casos. O estudo foi publicado no The American Journal of Surgical Pathology.

Segundo Rebecca King, M.D., Consultora Adjunta Sênior de Hematopatologia da Mayo Clinic e primeira autora desse estudo, após a comprovação recente de que o ALCL de ALK negativo é uma entidade genética e clinicamente heterogênea, os pesquisadores estavam interessados em avaliar esses casos quanto a características patológicas que pudessem apresentar correlação com as características genéticas.

“O nosso interesse específico eram as características morfológicas dos casos rearranjados do DUSP22, que representam cerca de um terço dos ALCLs de ALK negativo e oferecem um desfecho clínico mais favorável do que outros casos com ALK negativo”, explicou a Dra. King.

A equipe de pesquisa queria determinar se havia um conjunto reprodutível de resultados morfológicos que distinguissem casos com rearranjos do DUSP22 de outros ALCLs de ALK negativo. Para tanto, ela percebeu que precisava avaliar as  características morfológicas de forma cega (ou seja, sem o conhecimento da genética).

“No nosso estudo, tínhamos dois grupos de casos: um para estabelecer um conjunto de características morfológicas associadas a casos rearranjados do DUSP22, e um segundo para testar se essas características poderiam ser usadas para determinar uma ‘pontuação histológica’ que refletisse a probabilidade de um rearranjo do DUSP22 num caso específico”, acrescentou a Dra. King.

Com base nos resultados, os pesquisadores descobriram que os ALCLs com rearranjo do DUSP22 apresentam um universo reprodutível de características morfológicas.

“O nosso estudo é pioneiro na dissecação das características morfológicas de ALCLs sistêmicos de ALK negativo com rearranjos do DUSP22. Juntamente com os rearranjos oe ALK, os rearranjos do DUSP22 são os segundos rearranjos cromossômicos mais comuns em ALCLs. Neste caso, demonstramos que os ALCLs com rearranjos do DUSP22 apresentam um universo singular e reprodutível de características morfológicas reconhecíveis na coloração de hematoxilina e eosina”, afirmou a Dra. King.

Esses resultados vêm a corroborar ainda mais o fato de que os ALCLs com rearranjos do DUSP22 constituem um subconjunto de casos distinto do ponto de vista clínico e patológico.

“Isso pode ajudar os patologistas no reconhecimento desses casos e justificar a necessidade de realização de estudos FISH, para avaliar os rearranjos do DUSP22 em ALCLs de ALK negativo”, completou a Dra. King.


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Rebecca King, MD

Autores:

Rebecca King, MD, Consultora de Hematopatologia, Mayo Clinic

Kelley Schreiber, Mayo Medical Laboratories.

Originalmente publicado no website da Mayo Medical Laboratories em 22 de agosto de 2016.

(Traduzido e usado com permissão da Mayo Foundation for Medical Education and Research. Todos os direitos reservados.)

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