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A identificação direta pelos meios cromogênicos é confiável a ponto de dispensar as provas bioquímicas?

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Publicado originalmente na Newslab 75 / 2006


Sumário

A urocultura é a análise mais realizada em laboratórios de Bacteriologia Clínica, uma vez que as infecções do trato urinário estão entre as patologias mais comuns em humanos. A metodologia tradicional empregada para o cultivo de amostras de urina permite identificar o patógeno em pelo menos 48 horas, sendo que em alguns casos quando se necessita de provas adicionais de identificação, o processo pode demorar por vários dias. Um sistema que simplifique o processo e utilize menor quantidade de meios de identificação, além de reduzir o tempo para a liberação final do exame teria grande valor prático. A introdução de meios cromogênicos para o plantio primário de amostras de urina permite a identificação dos principais uropatógenos através da verificação da morfologia colonial após 18 a 24 horas de incubação. Foram realizadas 1.409 uroculturas utilizando-se meio cromogênico (CPS ID 3 Biomerieux) no período entre 21 de fevereiro e 29 de março de 2005, em um laboratório privado de Curitiba, PR, sendo que 220 amostras foram positivas (15,6%). Os isolados identificados presuntivamente pelo aspecto macroscópico das colônias foram confirmados através de um método convencional de identificação bacteriana. Dezenove diferentes espécies de uropatógenos foram identificadas, sendo que a espécie prevalente foi Escherichia coli, isolada em 138 das 220 amostras positivas (62,7%). Das E. coli isoladas, 9,4% (13/138) foram b glucoronidase negativas e, portanto, não puderam ser identificadas diretamente pelo meio cromogênico. A identificação direta pelo meio cromogênico foi confirmada bioquimicamente em 99,3% das amostras analisadas, comprovando a sua eficácia e possibilitando ganho de tempo em 69,1% das culturas positivas.

Palavras-chave: Urocultura, meio cromogênico, identificação bacteriana


Summary

Urocultures are the most commonly analyses performed in clinical bacteriological laboratories as infections of the urinal tract are among the most frequent pathologies of humans. The traditional method employed for urine specimen cultures enables the identification of the pathogen within 48 hours but when additional identification examinations are required the process may take several days. A system that simplifies the process and utilizes a smaller amount of identification mediums, as well as reduces the time to complete the examination would have a great practical value. The introduction of chromogenic mediums for the first seeding of the urine samples allows the identification of the main uropathogens through the verification of the clonal morphology after 18 to 24 hours of incubation. A total of 1409 urocultures utilizing chromogenic mediums (COS ID 3 Biomerieux) were performed in the period from 21 February to 29 March 2005 in a private laboratory in Curitiba, Brazil. Two hundred and twenty specimens were positive (15.6%). The isolates presumptively identified by the macroscopic appearance of the colonies were later confirmed by conventional identification techniques, with Escherichia coli being the most prevalent, identified in 138 of the 220 positive samples (62.7%). Of the E. coli, 9.4% (13/138) were negative and therefore could not be directly identified by the chromogenic medium. The direct identification using the chromogenic medium was biochemically confirmed in 99.3% of the analyzed samples, proving its efficiency and saving time in 69.1% of the positive cultures.

Keywords: Urocultures, chromogenic medium, bacteriological identification


Autores: Bernardo Gabriel de Oliveira, Carlos Augusto Albini, Gislene M. Diógenes Botão e Helena Homem de Mello de Souza


Confira aqui o artigo na íntegra:

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