fbpx

Zika vírus é modificado para combater câncer no cérebro

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

O zika vírus, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue (Aedes aegypti), foi identificado no Brasil pela primeira vez em abril de 2015. Até maio deste ano, quando o Ministério da Saúde anunciou o fim da emergência nacional, o País já havia confirmado mais de 2.700 casos – ligados ao vírus – de microcefalia em recém-nascidos. Mas, da mesma forma como é capaz de provocar problemas, o zika vírus pode ser usado para tratar um tipo de tumor maligno no cérebro, aponta um novo estudo norte-americano publicado no “Journal of Experimental Medicine”.

Cientistas da Universidade de Washington em St. Louis, da Universidade da Califórnia em San Diego e do Instituto de Pesquisa Lerner da Clínica Cleveland demonstraram, em laboratório, como cepas geneticamente modificadas do zika vírus conseguiram prolongar a vida de camundongos com glioblastoma – forma mais comum de câncer no cérebro, fatal em até dois anos na maioria dos casos, mesmo após a quimioterapia. Foi possível obter esse resultado por meio de uma técnica chamada virusterapia, ao fazer com que o vírus localizasse e destruísse especificamente as células-tronco cancerígenas que estimulavam a progressão do tumor, poupando as células saudáveis.

Segundo os pesquisadores, esse pode ser um ponto de partida para o desenvolvimento de cepas de zika vírus seguras para tratamento que combina remédios contra a doença e virusterapia para atingir e destruir as células tumorais resistentes. Como os camundongos não são hospedeiros naturais desse vírus, os cientistas tiveram que adaptar uma cepa a eles. O grupo avalia agora o potencial de uso do zika vírus contra outros tipos de câncer. Segundo o doutor Jeremy Rich, um dos líderes do estudo na Universidade da Califórnia e na Clínica Cleveland, a atual pesquisa combinada com trabalhos anteriores proporcionou também novos conhecimentos sobre a infecção pelo zika vírus. “Ele é mais – embora não exclusivamente – patogênico durante o estágio de desenvolvimento inicial [fetal] do indivíduo”, explica Rich.


Fonte: The Journal of Experimental Medicine, setembro de 2017 / via Conselho de Informações sobre Biotecnologia


 

Confira a ultima edição da Newslab

Ginecologista orienta sobre a prevenção do câncer do colo do útero

Dia Mundial de Prevenção à doença reforça a necessidade do exame de diagnóstico em mulheres entre 25 e 64 anos O mês da mulher é

Leia mais

Cresce em 224% o número de casos de dengue no país

Os óbitos pela doença também aumentaram 67%, entre 30 de dezembro e 16 de março de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018, sendo

Leia mais

Avaliação do Potencial das Formigas como Vetores Mecânicos de Bactéria em Ambiente Hospitalar

Artigo publicado originalmente na Newslab 112 Resumo As formigas estão intimamente ligadas ao ser humano e, apesar de algumas espécies não interferirem na economia humana,

Leia mais
Seções
Fechar Menu