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Reunião de mortalidade materna FEBRASGO/OPAS

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Representantes da FEBRASGO e da Organização Pan Americana da Saúde aproveitaram o FIGO 2018 para debater em reunião estratégica a mortalidade materna e risco Brasil. Os índices de mortes de gestantes voltaram a subir em 2016 e já são preocupantes. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), em 2015, o País registrou 62 mortes por 100 mil nascidos vivos. Já em 2016, foram mais de 64 óbitos de gestantes por 100 mil

O professor Marcos Felipe representou a Diretoria Executiva da FEBRASGO e coordenou a reunião juntamente com o Presidente da Comissão nacional especializada de Mortalidade Materna, Rodolfo Pacagnella. Estavam representadas, através de seus Presidentes, as Comissões Nacionais Especializadas de Assistência ao Parto e Puerpério, (Alberto Trapani Júnior, Hiperglicemia na Gestação, Rossana Pulcinelli Francisco, Urgências Obstétricas, Samira El Maerrawi Tebecherane Haddad, Gestação de Alto Risco, Rosiane Mattar, e Pré-Natal, Olímpio Barbosa de Moraes Filho. Representaram a OPAS, a Dra Haicée Padilha e a Enfermeira Mônica Iassanã

Segundo Rossana Pulcinelli, “a grande maioria das mortes maternas poderia ser evitada, se tivéssemos condição para fazer o diagnóstico rápido das complicações, além de investimento na qualificação contínua de recursos humanos”, pondera ela.

A meta acordada pelo Brasil com a Organização Mundial de Saúde (OMS) era de 35 mortes por 100 mil nascidos vivos para o ano de 2015. Mas 2016, em São Paulo, por exemplo, foram observadas 47 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. A situação é ainda pior nos estados do Norte do Brasil, onde os óbitos aumentaram 11%. Amapá e Maranhã apresentam as taxas mais elevadas de mortalidade.

A morte materna é qualquer morte que acontece durante a gestação, parto ou até 42 dias após o parto, desde que decorrente de causa relacionada ou agravada pela gravidez. As principais causas das mortes de gestante são hipertensão, hemorragia, infecção pós-parto e aborto inseguro.

“O que é trágico, é fundamental destacar, é que são casos de mortes evitáveis”, reafirma César Eduardo Fernandes, presidente da FEBRASGO. “O que acontece na maioria dos casos de mortalidade materna é inadmissível. É um retrocesso da saúde pública. Infelizmente não estamos melhorando em nossos resultados e temos de criar uma força-tarefa para enfrentar esse problema”.

Conforme Rodolfo Pacagnella, a morte materna é causada por uma somatória de erros e demoras na assistência à mulher.

“Só o pré-natal não reduz mortes maternas. A mulher pode ter um pré-natal normal, mas apresentar uma complicação no final da gestação e morrer pela demora em receber assistência adequada.”

A reunião que ocorreu no Rio de Janeiro teve como objetivo alinhavar propostas que a Febrasgo, com o apoio da OPAS, e deverá propor ao Ministério da Saúde para reduzir a mortalidade materna no Brasil. “A proposta implica, se aprovada pelo MS, em um pacote de intervenções que irá apoiar os ginecologistas e obstetras na identificação e manejo de condições que podem levar à morte materna”, complementa Dr. Rodolfo. Essa proposta deverá em breve estar à disposição dos obstetras e maternidades de todo o Brasil.

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