fbpx

Pesquisadores criam novo sensor para o monitoramento do diabetes

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Parceria entre Universidade e empresa de semicondutores foi firmada para o desenvolvimento da tecnologia

Trabalho do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) realizado por docentes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), além de cientistas da França e da Espanha, poderá resultar na produção de um dispositivo sensor semelhante ao bafômetro para facilitar o monitoramento do diabetes. Com um simples sopro, o usuário terá acesso à informação sobre sua condição glicêmica.

A ideia é que o sensor possa substituir a tecnologia atualmente disponível, que demanda que o paciente com diabetes fure o dedo e deposite uma gota de sangue em um biomarcador, para acompanhar o seu nível de glicemia.

As pesquisas iniciais partiram da avaliação do composto tungstato de prata (Ag2WO4) – antes utilizado como bactericida e catalisador – como sensor de gás. Os estudos indicaram, a princípio, que a substância funcionava bem como sensor de ozônio. Entretanto, quando analisada a sua seletividade, ou a capacidade de gerar indicadores de um determinado gás, os resultados levaram a um melhor resultado para a detecção de acetona, no que se refere à medição da magnitude.
A pergunta a seguir foi “para que serve um sensor de acetona?”. Todas as pessoas exalam acetona no hálito, mas a literatura científica mostra que pessoas com diabetes exalam um nível maior da substância, em razão da dificuldade que o corpo tem em absorver o açúcar. “A pessoa com diabetes produz mais acetona durante o processo químico de gerar energia para o próprio corpo”, afirma Luís Fernando da Silva, professor do Departamento de Física (DF) da UFSCar e integrante do grupo responsável pelo estudo. Em termos numéricos, um não-diabético apresenta nível de acetona que varia entre 0,3 e 0,9 partes por milhão (ppm). Já nos diabéticos, a concentração no hálito fic47999_sensor_diabetes_8764206312826247324a acima de 1,8 ppm.

De acordo com Silva, agora está sendo testada a seletividade do material – isto é, a resposta que ele apresenta em relação a outros gases normalmente presentes no hálito, como vapor de água, dióxido de carbono, álcoois, aldeídos etc. “Nosso interesse é que o tungstato de prata detecte somente a acetona e não esses outros gases”, afirma o pesquisador. Ao mesmo tempo, já foi estabelecida parceria com uma empresa que possibilitará o desenvolvimento da parte eletrônica do dispositivo.

Parceria
A parceria entre o CDMF e a empresa Ceitec S.A. irá permitir o desenvolvimento da parte eletrônica do sensor, visando concretizar um protótipo do produto. “Essa parceria irá resultar nos primeiros protótipos do produto, que serão utilizados nos testes clínicos iniciais”, afirma Silva. “Um dos maiores desafios nesta nova etapa é fazer o sensor atuar mais próximo da temperatura ambiente”, diz o pesquisador, uma vez que, até o momento, a operação se dá apenas em altas temperaturas.

A Ceitec é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que atua no segmento de semicondutores desenvolvendo soluções para identificação automática e aplicações específicas. Localizada em Porto Alegre, a empresa desempenha papel estratégico no desenvolvimento da indústria de microeletrônica do Brasil.

Fonte: UFSCar / Fabricio Mazocco

Confira a ultima edição da Newslab

Grupo de pesquisadores valida método que pode revolucionar o diagnóstico de Alzheimer

(Foto: Roche) Grupo de pesquisadores validaram uma metodologia que pode revolucionar o diagnóstico da doença de Alzheimer: exame diagnóstico criado pelos cientistas é capaz de

Leia mais

Na Feira Hospitalar 2019, Healthcare Alliance levará inovador biosensor de sinais vitais

A tecnologia proveniente de Israel será vendida com exclusividade no Brasil pela plataforma que reúne as melhores empresas especializadas em produtos e serviços para a

Leia mais

Ultrassom da Samsung permite estudo do cérebro do feto durante a gravidez

Navegação neurossonográfica avançada auxilia na avaliação de novas regiões do cérebro fetal de forma semiautomática Com o objetivo de ampliar a capacidade clínica de diagnóstico

Leia mais

Inteligência artificial à serviço da prevenção: Minsait lança produto que reduz pressão sanguínea

Intitulado HCEPRO, produto integra dados e reduz pressão sanguínea de pacientes com hipertensão A Minsait, empresa Indra com foco em transformação digital, traz ao mercado

Leia mais
Seções
Fechar Menu