fbpx

Mortes por afogamento, queimadura, intoxicação e armas de fogo aumenta entre crianças e adolescentes

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

De 2016 a 2017, o número de mortes por acidentes de crianças e adolescentes de até 14 anos caiu 1,93% no Brasil, passando de 3.733 casos fatais para 3.661, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde. 

Foto: Adrian McDonald

 

Essa foi a menor queda na mortalidade na infância e adolescência por acidentes observada desde 2011, fato que deve ser observado com atenção pelos gestores públicos que cuidam das áreas da infância e adolescência em âmbito municipal, estadual e federal para evitar que esses casos voltem a aumentar no país. “Esse cenário reforça a necessidade de campanhas educativas contínuas e ações com o poder público para a prevenção de acidentes com crianças”, comenta Vania Schoemberner, coordenadora de Desenvolvimento Institucional da Criança Segura.

 

Desde 2001, ano que a Criança Segura iniciou sua atuação, houve uma redução de 40,86% no número de mortes de crianças e adolescentes por motivos acidentais no Brasil. Esse resultado é bastante animador, mas ainda há muito a ser feito pois, apesar dessa grande queda nos casos fatais, os acidentes continuam sendo a principal causa de morte de crianças e adolescentes de um a 14 anos no Brasil, superando os casos relacionados a doenças e até mesmo violência. E, especialistas afirmam que 90% dos acidentes poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção. Ou seja, ainda hoje milhares crianças perdem sua vida por razões que poderiam ser evitadas.

 

Dados dos acidentes com crianças em 2017

 

Um dos motivos que fizeram a redução da quantidade geral de óbitos acidentais das crianças e adolescentes brasileiros ser pequena é que alguns tipos de acidentes apresentaram aumento significativo no número de casos fatais de 2016 para 2017, como os relacionados ao disparo acidental de armas de fogo (+ 95%), afogamentos (+4,49%), queimaduras (+3,83%) e intoxicação (+6,76).

Por outro lado, houve redução nos casos de mortes acidentais de meninas e meninos até 14 anos no trânsito (-7,89%), sufocação (-5,93%) e quedas (-1,09%).

De modo geral, os acidentes que mais tiram vida de crianças e adolescentes no país são, respectivamente, trânsito (1.190), afogamento (954) e sufocação (777).

Entretanto, ao avaliarmos faixas etárias específicas, podemos notar que a sufocação é a principal causa de morte acidental de bebês de até um ano de idade; o afogamento é o acidente que mais tira vida de meninas e meninos de um a quatro anos; e o trânsito é a causa mais fatal para as crianças e adolescentes de cinco a 14 anos. (Veja todas as tabelas com os dados abaixo)

 

Aumento das mortes por afogamento

As mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos por afogamento subiram 4,49% de 2016 para 2017, movimento atípico para a constante redução de óbitos nessa faixa etária que pode ser observada desde 2009.

Um incremento alto pode ser notado na faixa etária de menores de um ano, que passou de 21 casos fatais em 2016 para 31 em 2017, o que representa um aumento de 47,62%. Entre a faixa etária onde os casos mais se concentram, de um a quatros anos,  também houve aumento de 8%, passando de 407 casos para 439.

A classificação do tipo de afogamento que mais aumentou foi  “afogamento e submersão em águas naturais” – que inclui rios, córregos, mares, lagos etc. – , que é a que mais concentra os casos de mortes por esse tipo de acidente na infância. O número de casos subiu de 339 em 2016 para 393 em 2017.

 

Mortes acidentais de crianças e adolescentes por arma de fogo

 

Apesar de pouco representativo no total de mortes acidentais de crianças e adolescentes, o número de óbitos por disparo acidental de armas de fogo quase dobrou de 2016 para 2017, passando de 20 para 39 vítimas em um ano.

Houve aumento no número de casos na faixa etária que vai de um a 14 anos, principalmente entre meninas e meninos de um a quatro anos, onde a quantidade de casos fatais subiu 350%, passando de 2 para 9 mortes. Entre as crianças de cinco a nove anos o crescimento dos óbitos por esse motivo foi de 7 para 12 (+71,42%). Em relação à população de dez a 14 anos os casos passaram de 9 para 17 (+8,88%).

Esse dado é bastante preocupante e deve ser monitorado atentamente, principalmente com a mudança da legislação que pretende facilitar o acesso a armas de fogo no país.

Taxa de mortalidade por acidentes de zero até 14 anos por 100 mil habitantes 

Fonte: Datasus – 2017; IBGE / Análise: Criança Segura – 2019

 

A Criança Segura

A Criança Segura é uma não governamental, sem fins lucrativos, dedicada à prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos. A organização atua no Brasil desde 2001 e faz parte da rede internacional Safe Kids Worldwide, fundada em 1987, nos Estados Unidos, pelo cirurgião pediatra brasileiro, Martin Eichelberger.

 

Para cumprir sua missão, desenvolve ações de Políticas Públicas – incentivo ao debate e participação nas discussões sobre leis ligadas à criança, objetivando inserir a causa na agenda e orçamento público; Comunicação – geração de informação e desenvolvimento de campanhas de mídia para alertar e conscientizar a sociedade sobre a causa e Mobilização – cursos à distância, oficinas presenciais e sistematização de conteúdos para potenciais multiplicadores, como profissionais de educação, saúde, trânsito e outros ligados à infância, promovendo a adoção de comportamentos seguros.

Confira a ultima edição da Newslab

OMS declara que surto de Ebola no Congo é questão internacional de Saúde Pública

Conteúdo: BBC   A declaração de emergência acontece depois de o país ter confirmado nesta semana o primeiro caso de ebola na cidade de Goma, um importante

Leia mais

Evento internacional incentiva a inovação e promove negócios em Ciências da Vida na América Latina

“Inovação & Partnering para Alavancar a Bioeconomia na América Latina” é o tema 5º edição da BIO Latin America, conferência organizada pela Biotechnology Innovation Organization (BIO) e Biominas Brasil. Durante dois dias, painéis e sessões

Leia mais

Estudos sugerem que retinopatia diabética expõe diabéticos à maior risco de queda

Pessoas com diabetes e danos oculares relacionados, conhecidos como retinopatia diabética, são mais propensas a cair do que os diabéticos que não desenvolvem problemas de

Leia mais
Seções
Fechar Menu