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Insuficiência cardíaca: avanços no diagnóstico podem ajudar paciente a viver melhor

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Estudos científicos sugerem que biomarcadores BNP e NT-ProBNP são precisos para diagnóstico da doença no cuidado básico da saúde

Receber o diagnóstico correto e de forma precoce é essencial para tratar um grave problema de saúde pública no país: a insuficiência cardíaca, que afeta mais de 6 milhões de pessoas no Brasil.

Na estação mais perigosa do ano para quem sofre de problemas no coração, o médico cardiologista Otavio Berwanger, diretor da Academic Research Organization do Hospital Albert Einstein, explica que conhecer os sintomas da doença e os seus sinais de alerta colabora para que as pessoas com insuficiência cardíaca possam viver mais e de forma mais ativa.

Caracterizada pela incapacidade do coração em bombear o sangue de maneira adequada e suficiente para suprir as necessidades de oxigênio e nutriente dos tecidos e órgãos do corpo, a IC como é chamada, é geralmente uma doença secundária – ou seja, uma consequência de outras doenças cardíacas, como hipertensão e infarto.

Para reduzir os riscos do avanço da insuficiência cardíaca, especialistas brasileiros da área de cardiologia estão discutindo a incorporação de exames laboratoriais para a o diagnóstico da doença na atenção primária à saúde.

Os testes diagnósticos BNP e o NT-ProBNP, por exemplo, já vêm sendo utilizados na rede pública de outros países, como o Reino Unido. Esse tipo de exame é de fácil coleta, mensuração e interpretação, apresentando menos restrições logísticas do que o referenciamento ao cardiologista e à realização de ecocardiografia, métodos mais utilizados atualmente para o diagnóstico da doença.

Evidências científicas sugerem que os testes de BNP e NT-ProBNP¹ apresentam acurácia global de cerca de 80% para o diagnóstico de IC na atenção primária dos casos suspeitos.

A insuficiência cardíaca é uma das principais causas de internações no Brasil, resultando em mais de 300 mil por ano, e a sua prevalência em adultos pode chegar a 10% nas pessoas com idade acima de 75 anos, segundo dados do DATASUS.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os principais fatores de risco no país para o desenvolvimento da insuficiência cardíaca são:

  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • histórico de infarto;
  • insuficiência renal crônica.

Referências:

  1. Al Barjas M, Nair D, Morris R, Davar J. Impact of N Terminal pro B Natriuretic Peptide (NT pro BNP) testing on echocardiography referrals for left ventricular systolic function assessment from the community. 2006.
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