Métodos da Coagulação Sanguínea

A Coagulação Sanguínea em condições normais ocorre sempre quando um vaso sanguíneo se rompe e ocorre o sangramento. Forma-se um coágulo dentro de alguns minutos no local da lesão vascular, fazendo cessar o sangramento. A produção do coágulo funciona como um tampão para evitar a hemorragia. A formação do coágulo de fibrina envolve interações entre proteases plasmáticas e seus cofatores que atingem a gênese da trombina e converte o fibrinogênio solúvel em fibrina insolúvel.

Para o estudo da coagulação, utiliza-se o plasma livre de hemácias, glóbulos brancos e plaquetas. A coleta sanguínea da amostra da coagulação deve ser com o mínimo de estase venosa, pois a própria punção venosa leva à exposição de fator tecidual capaz de estimular a coagulação. O anticoagulante utilizado é o citrato de sódio e a proporção entre o volume de anticoagulante e o volume total de sangue é padronizada.

Os testes coagulométricos são embasados no tempo que o plasma leva para coagular, a partir do momento em que se adiciona o cloreto de cálcio, o qual vai devolver este íon que é rompido pelo anticoagulante. A formação do coágulo pode ser visualizada no tubo nas técnicas manuais ou detectada através dos coagulômetros. Os métodos coagulométricos são:

  • O Tempo de Protrombina (TP) que baseia-se na determinação do tempo de formação do coágulo de fibrina após a adição de tromboplastina tecidual e de cálcio. Está determinação favorece a ativação do fator VII, seguida da ativação do fator X ,iniciando a via comum da coagulação. Dessa forma, o TP verifica os fatores envolvidos na via extrínseca e na via comum. O TP depende do nível dos fatores vitamina K, sendo o teste usado no controle de pacientes em uso de anticoagulantes orais. O TP pode ser expresso pela Relação (R) do tempo obtido com o plasma do paciente e o tempo de um pool de plasmas de indivíduos normais. Em pacientes que recebem drogas antivitamina K, o nível de anticoagulação é medido por diferentes reagentes e precisaram-se padronizar os resultados, de modo que se estabelece uma zona terapêutica comum. Essa padronização é feita por meio da determinação do Índice de Sensibilidade Internacional de cada tromboplastina (ISI), com o qual pode-se calcular o chamado RNI (Razão Normatizada Internacional) e corresponde à relação do TP do paciente com o TP do normal. Assim, qualquer que seja a sensibilidade do reagente utilizado, o nível de anticoagulação avaliado pelo RNI será sempre o mesmo.
  • O Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado (TTPA) baseia-se na determinação do tempo de coagulação do plasma após adicionar um ativador da fase de contato da coagulação que substitui o fosfolipídeo da membrana plaquetária. O TTPA é muito útil para identificar anormalidades dos fatores intrínsecos, porém é relativamente insensível aos efeitos da heparina. O TTPA estará aumentado quando o paciente apresentar hemofilias, doenças hepáticas, uso de anticoagulantes e deficiência de vitamina K.

A BioTécnica disponibiliza em sua linha de produtos os kits para dosagem TP e TTPa.


Contato:

Caroline Caselato S. Pizzo

BioTécnica Ind. e Com. Ltda

www.biotecnica.ind.br

SAC: +55 (35) 3214-4646


Referência Bibliográfica:

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  2. DEMBITZER; FR, SUAREZ; Y, ALEDORT; LM, PEERSCHKE EL. Screening coagulation testing using the APTT: which reagent to choose? Am J Hematol. 2010;85(9):726.
  3. RAVEL, Richard. Laboratório Clínico. Aplicações Clínicas dos Dados Laboratoriais. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
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