Infertilidade atinge um em cada cinco casais, uma marca de 15% da população

Histerossalpinpografia, método diagnóstico que avalia a infertilidade, chega ao Salomão Zoppi Diagnósticos e traz especialista referência do mercado

A infertilidade atinge aproximadamente 15% a 20% da população, isto significa que um em cada cinco casais tem dificuldades para engravidar, precisando de ajuda especializada, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pensando nisso, o Salomão Zoppi Diagnósticos, laboratório referência em saúde da mulher, traz um método que possibilita avaliar a infertilidade: a histerossalpinpografia. O corpo clínico do laboratório recebe ainda a especialista Cássia Domit, referência no diagnóstico, com mais de 12 mil exames realizados, ao longo dos últimos dez anos, que desenvolveu uma técnica especial para realização do procedimento. O principal foco é a humanização que consiste na assistência à paciente a partir do momento do agendamento até o momento do exame, quando dúvidas e a insegurança adicionados ao medo de sentir dor são fatores negativos que interferem diretamente na realização do procedimento e, por consequentemente, no resultado final.

Em geral, as causas de infertilidade estão distribuídas igualmente entre homens e mulheres, por volta de 30% cada, e 40% podem ser decorrentes de motivos inerentes ao casal e causas indeterminadas. Ou seja, não é apenas a idade da mulher que interfere e pesquisas mostram ainda que nos homens isso também é importante. Quanto mais avançada a idade, maiores também são as chances de alterações na produção e na qualidade dos óvulos e espermatozoides.

A idade, fumo, álcool, drogas, grande ganho ou perda de peso, estresse emocional e físico são fatores que interferem diretamente na fertilidade. Além disso, existe uma questão atual e comportamental, pois as mulheres querem ter filhos cada vez mais tarde, depois de se estabilizar profissionalmente e financeiramente, o que dificilmente acontece antes dos 30 anos. As consequências disso podem ser dificuldade na formação de um embrião, risco maior de abortos e de síndromes genéticas. As duas causas mais frequentes no fator feminino são: a dificuldade para ovular e alterações anatômicas nas trompas provenientes do comprometimento por endometriose ou por doenças sexualmente transmissíveis, onde as bactérias mais frequentes são a chlamydea e o gonococo.

A Histerossalpingografia é um método diagnóstico de extrema importância e primordial na avaliação do casal infértil e é realizado, em especial, nas pacientes que possuem dificuldade para engravidar, sendo capaz de fornecer dados valiosos que irão auxiliar na decisão de qual tratamento será adotado. Trata-se de um raio-x com contraste que é injetado lentamente por meio de um cateter posicionado no orifício cervical externo, que visa demonstrar o canal endocervical, cavidade endometrial e tubas uterinas, e cavidade peritoneal, avaliando critérios que favorecem a infertilidade.

Potenciais causas que possam contribuir para infertilidade, tais como obstruções e alterações morfológicas tubárias, aderências envolvendo os anexos, sinéquias e tumorações intrauterinas, são prontamente diagnosticadas no decorrer do exame.

“O procedimento é indicado para investigar a causa de repetidos abortos espontâneos e partos prematuros, que podem resultar entre outros fatores, anormalidades congênitas ou adquiridas no útero,” explica a especialista em diagnóstico por imagem do Salomão Zoppi Diagnósticos, Cássia Domit. “Outra indicação cada vez mais presente na nossa rotina é a avaliação pré e pós-operatória de mulheres com diagnóstico de endometriose profunda, onde geralmente ocorre importante comprometimento das tubas uterinas, seja por lesões diretas nessas estruturas ou por aderências na cavidade pélvica”, completa.

Por conta do receio em sentir dor e pelos relatos extremamente negativos e assustadores, ao longo de muitos anos, o exame sempre trouxe medo, angústia e pavor para a maioria das mulheres que precisam fazê-lo. Entretanto, o uso de novas técnicas, materiais e medicamentos reduziram os riscos e o desconforto sentido pelas pacientes. O exame deve ser realizado uma semana após a menstruação e antes da ovulação, entre o 6º e o 12º dia do ciclo menstrual. Para pacientes que não menstruam por bloqueio hormonal ou uso de DIU, a HSG pode ser feita em qualquer fase do ciclo menstrual.

A Laparoscopia e a Histeroscopia também avaliam a permeabilidade tubária, patologias tubárias e anormalidades intrauterinas, mas são procedimentos mais invasivos, mais caros e que requerem anestesia geral, e não fornecem dados em tempo real e sobre o comprometimento anatômico e funcional dessas estruturas.

“Há relatos de mulheres que engravidaram semanas após a realização do procedimento, por conta do contraste, que quando injetado pode eliminar pequenas aderências ou resíduos de muco que, por ventura, estariam dificultando a passagem do espermatozoide e facilitando a fertilização. No entanto, isso não é comum e a expectativa de gravidez pós-exame não deve ser o resultado esperado ao realizar a Histerossalpingografia”, explica a médica.

Por ser um exame diagnóstico, o intuito principal da HSG é encontrar os possíveis problemas que atrapalhem a fertilidade e auxiliar na decisão do médico assistente sobre que tipo de abordagem e quais tratamentos deverão ser indicados. Entender o universo de cada uma das pacientes e respeitar os seus limites é fundamental.

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