fbpx

Especialistas querem aumentar os diagnósticos da hanseníase no Brasil

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Maior evento brasileiro que trata do tema é realizado na capital paraense e lança o desafio de esforço concentrado dos profissionais de saúde para ampliar o diagnóstico no país

O 14° Congresso Brasileiro de Hansenologia, da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), entidade que completa 70 anos de fundação em 2018, começou nesta quarta-feira, 8/11/2017, em Belém (PA). O evento reúne grandes especialistas brasileiros e estrangeiros, dentre profissionais de saúde (médicos fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, psicólogos etc.), além de historiadores e outros pesquisadores.

A SBH lançará um desafio aos profissionais de saúde para que somem esforços no intuito de ampliar o diagnóstico em todo o território nacional. O Brasil é o 2° país com mais casos notificados de hanseníase – atrás da Índia – e o estado do Pará é considerado hiperendêmico para a hanseníase.


Programa

08/11 – 4ª feira – a partir de 8h – Hospital Dr. Marcello Candia e Centro de Convenções Hangar

Durante o dia, acontecem cursos sobre úlcera e cicatrização, órtese e prótese, no hospital Marcello Candia. No Centro de Convenções Hangar, é realizada a prova para obtenção de certificado na área de atuação em Hansenologia. A SBH alerta para a necessidade de mais profissionais para atuarem no diagnóstico precoce e no combate à doença no Brasil. A prova acontece a cada três anos e, neste ano, 39 médicos estão fazendo a prova durante todo o dia.

09/11 – 5ª feira – a partir de 8h – Centro de Convenções Hangar

Temas do dia: prevenção de incapacidades, reabilitação, exame dermatoneurológico para hanseníase, clínica médica, cirurgia, terapêutica, epidemiologia e controle, história, ciências sociais e educação em saúde, diagnósticos diferenciais das neuropatias e outros assuntos.
Atividade cultural – às 18h, começa a cerimônia oficial de abertura do congresso com apresentação do Projeto Itinerante Por do Som.
Conferência de abertura – às 19h, o presidente da SBH, Marco Andrey Cipriani Frade, profere a conferência e fala sobre os desafios para o combate à doença no país, os números e o cenário atual da hanseníase e as ações educativas que a SBH realizou durante o ano, em várias cidades brasileiras, para orientar a população sobre a doença, dentre elas, a campanha nacional “Todos Contra a Hanseníase”.
Hanseníase no Brasil e no Pará – às 19h30, representantes do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual da Saúde falam sobre o panorama da doença no Brasil e no estado.

10/11 – 6ª feira – a partir de 8h – Centro de Convenções Hangar

Haverá uma mesa redonda com o tema Hanseníase: o Brasil precisa falar e agir sobre isso. Vários profissionais apresentarão resultados de ações de busca ativa de casos e treinamento de profissionais de saúde em várias regiões brasileiras, incluindo ações de sucesso que mereceram reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Com a coordenação do presidente da SBH, Marco Andrey Cipriani Frade, e do vice-presidente Claudio Guedes Salgado, a mesa trará os casos de Brasília (DF), Jardinópolis (SP), Mosqueiro/Belém (PA), Roraima, Piauí e Palmas (TO). Algumas localidades eram consideradas não endêmicas e as ações de busca de casos reverteram o cenário.

Outros assuntos estarão em pauta: movimentos sociais e direitos humanos, hanseníase em populações especiais (presídios, colônias, indígenas, centros religiosos e crianças), além de avanços em diagnósticos, perspectivas para o combate à doença no Brasil, abordagens inovadoras para intensificar esforços para erradicação da hanseníase, reabilitação em hanseníase – novas experiências, cirurgia, tratamento odontológico em paciente de hanseníase etc.

Café Científico Lepra x Hanseníase – profissionais de saúde e história vão debater o assunto sob aspectos sociais, psicológicos, históricos etc., às 10h30, com participação do presidente da SBH, do historiador Reinaldo Bechler, representante da Dahw no Brasil (entidade alemã que atua no combate à hanseníase em vários países), a enfermeira Marinês Uhde, profissional de saúde e também vítima da hanseníase, a historiadora Yara Nogueira Monteiro, a educadora Silvana Nascimento.

11/11 – sábado – a partir de 8h – Centro de Convenções Hangar

Durante todo o dia haverá várias mesas redondas com os temas: casos especiais e reações em hanseníase, necessidade de novas drogas e/ou esquemas de tratamento, imunoprofilaxia em hanseníase – avanços, reações hansênicas e aspectos biológicos do Mycobacterium leprae. O congresso termina 18h.


Cenários da hanseníase no Brasil

Pará, Mato Grosso, Maranhão, Roraima, Mato Grosso do Sul e Tocantins são os estados brasileiros com altos índices de hanseníase. Essas regiões são classificadas como hiperendêmicas para a doença. São localidades que alcançam índice entre 30 e 40 casos/10 mil habitantes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) entende que a doença está sob controle quando atinge “até” 1 caso/10 mil habitantes de prevalência. Porém, a SBH alerta que existem trabalhos que atestam subnotificação de casos no país; ou seja, uma endemia oculta – o número de doentes pode ser três vezes maior que os dados oficiais. Em 2014, o Brasil foi responsável por 90,8% dos casos de hanseníase nas Américas e diagnosticou mais de 31 mil casos novos; ou seja, pouco menos que os casos de HIV/AIDS no país.

Hanseníase em crianças

É alto o número de menores de 15 anos com hanseníase, o que indica contato da criança ainda muito nova com o bacilo da hanseníase, provavelmente na família ou no ambiente escolar, pois a doença leva de 5 a 10 anos para se manifestar. “O cenário é considerado hiperendêmico para crianças”, diz Cláudio Guedes Salgado, vice-presidente da SBH.

Controle da doença

Hanseníase é doença incapacitante por acometer os nervos periféricos. A transmissão principal se dá de homem doente para homem saudável e a média do percentual de comunicantes (familiares) também doentes gira em torno de 58%. SBH alerta que ainda há muito trabalho a fazer para alcançar o controle da doença no país.

Diagnóstico difícil

A hanseníase não é uma doença fácil para se diagnosticar e os exames existentes são capazes de detectar a bactéria em apenas 50% dos casos, porém os outros 50% apresentam sinais e sintomas que dependem de treinamento profissional para serem diagnosticados e tratados a fim de evitar incapacidades como perda de força das mãos, pés etc.

Sinais da doença

Áreas ou manchas da pele com alteração da sensibilidade ao tato, ao calor e à dor, alteração de pelos e do suor (ausência), além da perda de força nos membros e olhos devem ser sempre mencionados pela hipótese de se tratar de hanseníase, uma doença que tem tratamento gratuito e é curável quando os nervos não se encontram destruídos totalmente.


Agenda

14° Congresso Brasileiro de Hansenologia
Data: 8 a 11/11
Local: Hangar Convenções e Feiras da Amazônica
Endereço: Av Dr. Freitas s/n – Belém do Pará
Programação e inscrições: www.oxfordeventos.com.br/hansenologia2017


 

Confira a ultima edição da Newslab

Mestrado em sinalização celular na Unifesp com bolsa da FAPESP

Uma Bolsa de Mestrado da FAPESP está disponível no âmbito do projeto “Vias de sinalização de dano no DNA: mecanismos de regulação e integração com

Leia mais

Doutorado direto em metabolismo e bioenergética com bolsa da FAPESP

O Projeto Temático “Função e disfunção mitocondrial: implicações para o envelhecimento e doenças associadas”, coordenado pelo professor Aníbal Eugênio Vercesi, da Faculdade de Ciências Médicas da

Leia mais

Estudo mostra que tratamento para câncer colorretal metastático com mutação BRAF resulta em sobrevida global média de 15,3 meses

Os resultados foram anunciados pela Pierre Fabre e Array BioPharma e observados no safety lead in do estudo fase 3 BEACON com a combinação de encorafenibe, binimetinibe

Leia mais

As 7 principais dúvidas sobre a Meningite Meningocócica

A meningite meningocócica é uma doença infecciosa grave que pode matar. A doença esteve em pauta recentemente e isso fez com que houvesse um aumento

Leia mais
Seções
Fechar Menu