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Ebola passa a ser considerado curável para até 90% dos casos

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Após testes sistemáticos de dois medicamentos experimentais no surto do Ebola na República Democrática do Congo, cientistas declararam que a doença não é mais considerada incurável.

Foi a partir do surto na República Democrática do Congo que os testes com dois anticorpos monoclonais demonstraram eficazes para os pacientes. Esses anticorpos foram capazes de bloquear o vírus e aumentar drasticamente as chances de sobrevivência do paciente infectado, além de eliminar completamente o vírus.

“A partir de agora, já não vamos dizer que o Ebola é incurável. Estes avanços ajudarão a salvar milhares de vidas”, disse Jean-Jacques Muyembe, diretor-geral do Institut National de Recherche Biomédicale da República Democrática do Congo.

Muitas das causas da morte pelo Ebola se devem à falta de informação e ao medo do tratamento, fazendo com que os infectados não busquem os tratamentos devidos, e quando buscam já é tarde. Em perspectiva, somente no Congo, cerca de 70% dos que buscavam tratamento não resistiam ao Ebola. Essa estatística fazia a população duvidar.

Com os novos anticorpos monoclonais, 90% dos pacientes possuem chances de serem curados e ter o vírus completamente eliminado do organismo. Os cientistas esperam que esses índices ajudem a população dos países afetados a confiarem mais nos tratamentos e evitar novas epidemias.

A partir de agora, todas as unidades de tratamento do Ebola no Congo já irão utilizar os dois medicamentos de anticorpos monoclonais, segundo informou o The Guardian, já que os testes se demonstraram eficazes.

“Quanto mais aprendermos sobre esses dois tratamentos, e como eles podem complementar a resposta de saúde pública, incluindo rastreamento de contatos e vacinação, mais perto estaremos de transformar o Ebola de uma doença terrível em uma doença que pode ser prevenida e tratada. Nunca nos livraremos do Ebola, mas devemos ser capazes de impedir que esses surtos se transformem em grandes epidemias nacionais e regionais”, disse o Dr. Jeremy Farrar, co-presidente do grupo terapêutico da Organização Mundial da Saúde para o Ebola.

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