INFORMAÇÕES: JORNAL DA USP
Pesquisa promissora realizada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP aponta que os frutos do coqueiro-da-bahia, uma palmeira muito comum no litoral do Norte e Nordeste do Brasil, pode ser uma opção promissora para combater o Herpes Simplex Vírus Tipo 1 (HSV-1), causador de infecções e lesões pelo corpo.
Uma substância extraída das fibras do fruto impede a multiplicação do vírus, com eficiência similar à do medicamento antiviral aciclovir, atualmente utilizado para tratamento de diferentes tipos de herpes.
A substância extraída do fruto pode ser um importante passo para o desenvolvimento de novos medicamentos.
“Ele é responsável por um amplo espectro de doenças, incluindo infecções primárias ou recorrentes das mucosas, como, por exemplo, gengivoestomatite, herpes labial ou genital, ceratoconjuntivite, infecção neonatal, infecção visceral em hospedeiros imunodeprimidos, encefalite herpética e associação com eritema multiforme”, conta o médico Fernando Borges Honorato, que realizou a pesquisa.
A Cocos nucifera L. é uma espécie de palmeira conhecida como coco, coco-da-bahia, coqueiro-da-bahia ou coqueiro-comum, sendo muito comum no Brasil, especialmente no litoral do Norte e Nordeste. A substância CN342B extraída é promissora para o desenvolvimento de um novo medicamento para o tratamento das doenças causadas pelo vírus, segundo apontam testes do estudo.
Nos testes em laboratório, uma substância isolada das fibras do fruto da palmeira, chamada inicialmente de CN342B, foi capaz de inibir a replicação do HSV-1, com efeito antiviral comparável ao do aciclovir, enquanto que os extratos brutos, as quatro frações e uma outra substância, CN1A, não foram efetivas. “A substância CN342B isolada das fibras do fruto foi eficaz contra o HSV-1 in vitro’, destaca o médico. “Entretanto, por razões técnicas, ainda não foi possível determinar qual é a substância que foi isolada.”
