O Ministério da Saúde confirmou ontem, em coletiva de imprensa, o primeiro caso de doença pelo coronavírus no município de São Paulo. O caso foi notificado inicialmente no Hospital Israelita Albert Einstein, onde no atendimento inicial foram coletadas amostras e realizados testes para vírus respiratórios comuns, além do exame específico para SARS-CoV2.
Com resultados preliminares realizados pela unidade de saúde, o hospital enviou a amostra para o laboratório de referência nacional, Instituto Adolfo Lutz, para contraprova, que comprovou a suspeita.
Na terça-feira, 25, após o primeiro resultado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou a lista de passageiros que viajaram no mesmo voo do brasileiro, que veio do Norte da Itália no dia 21 de fevereiro.
Sobre o caso de coronavírus
Paciente do sexo masculino 61 anos, residente em São Paulo/SP. Traz o histórico de viagem para a Itália, à trabalho, sozinho, no período de 09 a 21 de fevereiro. Iniciou com sinais e sintomas (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza) compatíveis com a suspeita de doença pelo coronavírus 2019 (Covid-19). O paciente está bem, com sinais brandos e recebeu as orientações de precaução padrão.
Novas definições de caso suspeito
O Ministério da Saúde atualizou, no último dia 24, a definição de caso suspeito para o novo coronavírus. As regiões suspeitas agora incluem: Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã, Camboja, Austrália, Filipinas, Malásia, Itália, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes, além da China.
São considerados casos suspeitos de infecção pelo Covid-19:
- Febre + pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) + histórico de viagem para área com transmissão local (países atualizados recentemente) nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU
- Febre + pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) + histórico de contato próximo de caso suspeito para o coronavírus (COVID-19), nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas; OU
- Febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento das asas nasais entre outros) + contato próximo de caso confirmado de coronavírus (COVID-19) em laboratório, nos últimos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sinais ou sintomas.
A febre pode não estar presente em alguns pacientes, como jovens, idosos, imunossuprimidos ou naqueles que usaram antitérmico. Já o contato próximo é aquela pessoa que esteve a aproximadamente dois metros de distância de um paciente com suspeita, por um período prolongado, dentro da mesma sala, sem equipamento de proteção individual. Podem ser pessoas que moram juntas, tenham feito visitas recentemente ou compartilharam uma sala de espera em um hospital, por exemplo; assim como profissionais de saúde que não utilizaram proteção durante o atendimento.
Notificação
A notificação é uma etapa importante para mantermos o controle da situação. Os casos suspeitos, prováveis e confirmados devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas) pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento, ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS) pelo telefone (0800 644 6645) ou e-mail (notifica@saude.gov. br).
As informações devem ser inseridas na ficha de notificação, neste link, e a CID10 que deverá ser utilizada é a: B34.2 – Infecção por coronavírus de localização não especificada.
Referências bibliográficas:
- https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46433-saude-investiga-possivel-caso-de-coronavirus-em-sp
- https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46432-brasil-inclui-mais-8-paises-em-alerta-para-o-novo-coronavirus
- https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46257-mapa-hospitais-referencia-novo-coronavirus
- https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=TPMRRNMJ3D
Com informações de Pebmed, texto de Dayanna de Oliveira Quintanilha.