fbpx

Novos procedimentos incorporados no Rol da ANS: posicionamento da SBPC/ML

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) apresenta periodicamente à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma relação de exames laboratoriais para serem incluídos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde de cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde, com o objetivo de acrescentar qualidade no gerenciamento da saúde e assistência oferecida aos pacientes, permitindo a instalação de tratamentos corretos, evitando a progressão da doenças para quadros mais graves, cujo tratamento pode ser ainda mais custoso, e evitando tratamentos desnecessários e muitas vezes dispendiosos.

Para o Rol de 2018, a SBPC/ML apresentou à ANS 106 exames, sendo que apenas 1 exame de baixa frequência foi proposto em consulta pública pela Agência: o método PCR utilizado para o diagnóstico da toxoplasmose. Essa técnica é recomendada somente para situações nas quais os testes sorológicos não possuam sensibilidade suficiente para o diagnóstico, como na doença ocular e em pacientes imunocomprometidos com suspeita de infecção do sistema nervoso central. O PCR para o vírus T.gondii em líquido amniótico também é o melhor método para diagnosticar infecção fetal.

Notícias publicadas recentemente falam sobre a incorporação de 16 novas tecnologias no Rol da ANS a partir do ano que vem. De acordo com uma das reportagens, essa inclusão tem um impacto estimado em R$ 5,37 bilhões na despesa assistencial da saúde suplementar e, de acordo com um estudo feito pela Federação Nacional de Saúde Suplementar – FenaSaúde, isso representa um acréscimo de 4% em relação ao custo do ano passado, quando chegou a R$ 135,5 bilhões. Um aumento de custo per capita de R$ 111,37.

A SBPC/ML questiona os números divulgados pela FenaSaúde, que não informa a fonte de dados e referências usadas em seu estudo. Outro ponto importante é que o custo não considera a redução para o sistema de saúde ao adotar procedimento preventivo, barateando o tratamento e dando mais qualidade de vida aos pacientes.

Mesmo representando apenas cerca de 2 a 3% dos gastos em saúde, a SBPC/ML defende o uso racional de exames laboratoriais. E até em momentos de crise, como o que o Brasil vem enfrentando, o uso racional de exames laboratoriais é recomendado para evitar que as organizações responsáveis pela administração em saúde não sejam sobrecarregadas com gastos não justificáveis. Sendo assim, exames laboratoriais só devem ser solicitados se tiverem importância para indicar o uso mais criterioso das medidas terapêuticas que serão adotadas, indicando o uso adequado das drogas para os agentes causais identificados com métodos extremamente acurados.


 

Confira a ultima edição da Newslab

Estudo mostra que tratamento para câncer colorretal metastático com mutação BRAF resulta em sobrevida global média de 15,3 meses

Os resultados foram anunciados pela Pierre Fabre e Array BioPharma e observados no safety lead in do estudo fase 3 BEACON com a combinação de encorafenibe, binimetinibe

Leia mais

As 7 principais dúvidas sobre a Meningite Meningocócica

A meningite meningocócica é uma doença infecciosa grave que pode matar. A doença esteve em pauta recentemente e isso fez com que houvesse um aumento

Leia mais

Alteração em célula de defesa torna obesos e diabéticos mais suscetíveis a infecções

Estudo da USP publicado na Scientific Reports mostra que os neutrófilos desses indivíduos são menos eficazes no reconhecimento de bactérias e morrem mais facilmente Indivíduos obesos e

Leia mais

Março Marinho: São Paulo representa um terço dos novos casos esperados de câncer colorretal no país

Com 4 mil novos casos por ano, apenas na capital, São Paulo é o Estado que registra a maior prevalência de câncer colorretal (intestino grosso

Leia mais
Seções
Fechar Menu