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Menos radiação e mais economia no tratamento do linfoma pediátrico com tecnologia de imagem

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Pesquisa teve participação de médico curitibano

Menos exposição do paciente à radiação e menor custo no uso da tecnologia de ponta em diagnóstico por imagem no tratamento do linfoma pediátrico – câncer do sistema linfático que acomete crianças – são os principais achados de um grande estudo publicado no dia 28 de janeiro no Jornal de Medicina Nuclear, veículo da Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular internacional. Realizado com 308 pacientes, de onze centros de saúde no mundo, o novo estudo contraria as diretrizes atuais e apresenta vantagens em relação ao modelo empregado atualmente, como menos exposição à radiação e menor custo.

A pesquisa é liderada pelo médico nuclear Dr. Juliano Cerci, diretor do Serviço de PET-CT da Quanta Diagnóstico e Terapia, de Curitiba (PR). “O que nosso estudo mostrou é que, no caso de linfoma, para a avaliação das condições do paciente e de como será feito o tratamento, é suficiente fazer o exame como na avaliação de pacientes adultos, ou seja, da cabeça até a raiz das coxas, sem incluir os membros inferiores”.

O médico explica que as diretrizes atuais de avaliação de pacientes pediátricos com linfoma recomendam que o exame de diagnóstico por imagem PET/CT (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons) com FDG (fluorodesoxiglicose) seja realizado sempre do topo do crânio até os pés, porém isso nunca foi avaliado em grandes estudos.

Essa nova conduta revelada no novo estudo, segundo ele, traz benefícios diretos ao paciente e também financeiros: “A vantagem de uma avaliação da cabeça até a raiz das coxas é, sem dúvida, a redução de custo, pois menos tempo de aquisição de imagem também representa redução de custo associado – em um exame que dura normalmente vinte minutos e pode ser feito em doze, há uma economia de tempo que poderá ser utilizada para outro exame –, mas o ganho principal é do paciente que será menos exposto a menos radiação”.

Esse exame é importante no diagnóstico desse câncer, pois auxilia os médicos a determinarem o estágio da doença e como tratá-la. Cerci afirma que dependendo do tipo de linfoma pediátrico, há uma boa chance de cura: em torno de 80%.

O exame

A fluorodesoxiglicose (FDG) é um radiofármaco injetado no paciente que será submetido ao exame de PET/CT para avaliação do linfoma pediátrico. As células cancerígenas do linfoma consomem mais FDG que os tecidos saudáveis, sendo assim detectadas pelo PET/CT, tecnologia de medicina nuclear que produz imagens 3-D e ainda imagens de anatomia com a tomografia computadorizada.

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