30 de janeiro – Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas

Doença de Chagas está entre as enfermidades. Saiba tudo sobre a doença e como diagnosticá-la. No Brasil, região Norte é a mais afetada.

A Doença de Chagas (ChD) é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida por insetos triatomíneos conhecidos popularmente como “barbeiros”. Integra um grupo de doenças tropicais negligenciadas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e pode ser adquirida de forma congênita, por meio de transplantes de órgãos, transfusões sanguíneas, por ingestão de alimentos contaminados e de forma acidental.

Esta doença é endêmica em 21 países das Américas onde 70 milhões de pessoas vivem em áreas de risco de infecção. Estima-se que na América Latina tenham de 6 a 7 milhões de pessoas infectadas com 30 mil novos casos a cada ano e 10 mil mortes relacionadas à doença.

Marcelo Gonçalves, farmacêutico e bioquímico da Wiener lab., empresa multinacional protagonista no combate à Doença de Chagas, afirma que, atualmente, no Brasil, o número de infectados é de 2 a 3 milhões de pessoas, sendo a região Norte a mais afetada, principalmente o estado do Pará. No mundo, a estimativa é que cerca de 7 milhões de pessoas estejam infectadas e que a doença faz em torno de 40 mil vítimas fatais anualmente.

De acordo com Gonçalves, a via vertical – transmissão de mãe para filho – ganhou maior importância na transmissão da enfermidade pelo Brasil. “Porém, há grande possibilidade de cura da Doença de Chagas Congênita (DCC) quando há diagnóstico precoce”, destaca.

“Hoje, há um kit de alta sensibilidade destinado à identificação do DNA do t.cruzi que auxilia no diagnóstico precoce de recém-nascidos de mães infectadas e permite decisões terapêuticas mais bem sucedidas. E, quanto mais cedo uma criança infectada for tratada, mais rápido a soroconversão é atingida”, explica Marcelo.

Sintomas

Na fase aguda, que ocorre nas primeiras semanas ou meses após a infecção, em geral, os sintomas são leves ou inespecíficos. Entre eles estão: febre prolongada; mal-estar, cansaço e dores no corpo; dor de cabeça; inchaço no local da picada do barbeiro; sinal de Romaña (inchaço indolor de uma pálpebra, quando o parasita entra pelo olho); aumento do fígado e do baço; ínguas (gânglios linfáticos aumentados); e em casos mais graves, inflamação do coração (miocardite) ou do cérebro (meningoencefalite), especialmente em crianças.

Na fase crônica, os sintomas podem surgir anos ou décadas após a infecção. Divide-se em duas formas principais:

a) Forma crônica indeterminada:

  • Ausência de sintomas, exames clínicos e cardíacos normais, e a pessoa é portadora do parasita e pode evoluir para formas clínicas no futuro.

b) Forma crônica determinada:

  • Cardíaca: falta de ar, palpitações, tonturas ou desmaios, dor no peito, inchaço nas pernas, insuficiência cardíaca, arritmias e risco de morte súbita.
  • Digestiva: dificuldade para engolir (megaesôfago), regurgitação de alimentos, dor torácica, prisão de ventre crônica (megacólon) e distensão abdominal.

Há também a forma mista com associação de manifestações cardíacas e digestivas.

No Brasil

Uma vez controlada a transmissão pelas vias vetorial e transfusional, a via vertical (mãe-filho) adquiriu maior importância na transmissão da infecção chagásica pelo país. A alta possibilidade de cura da Doença de Chagas Congênita (DCC) faz com que seu diagnóstico precoce seja fundamental.

A Wiener lab. desenvolveu o kit T.cruzi DNA Test para a detecção de DNA do parasita Trypanosoma cruzi por reação em cadeia da polimerase em tempo real. Este kit diagnóstico de alta sensibilidade é destinado à identificação do DNA do T. cruzi que auxilia no diagnóstico precoce de recém-nascidos de mães infectadas (transmissão congênita), permitindo decisões terapêuticas mais bem-sucedidas, uma vez que foi demonstrado que quanto mais cedo uma criança infectada é tratada, mais rápida a soroconversão é alcançada.

Outro grande desafio no combate à doença de Chagas Congênita é a identificação das mulheres em idade fértil que residem em regiões de alto risco de infecção e possuem anticorpos anti-Trypanosoma cruzi. A identificação e o tratamento destas mulheres antes da maternidade são essenciais para evitar a DCC. Pensando na triagem desta população, a Wiener lab., através de um teste rápido imunocromatografico de alta sensibilidade e especificidade, aliado à simplicidade de execução em campo, que não necessita de materiais e equipamentos laboratoriais, desenvolveu o WL Check Chagas, um ensaio imunocromatográfico “in vitro” para a detecção qualitativa de anticorpos contra Trypanosoma cruzi em soro, plasma e sangue total.

Além destas soluções no diagnóstico da fase aguda da doença, através do kit de PCR em tempo Real e da triagem por teste rápido, a Wiener lab. comercializa outros produtos que auxiliam o diagnóstico do paciente na fase crônica da doença com os kits Chagatest ELISA lisado, Chagatest ELISA recombinante v.3 e Chagatest ELISA recombinante v.4 que são ensaios imunoenzimáticos para detecção de anticorpos anti-T.cruzi.
Produz também o Chagatest HAI, um ensaio de hemaglutinação indireta (IHA) para detecção de anticorpos que pode auxiliar na confirmação do diagnóstico quando realizado em conjunto com os testes de ELISA ou imuocromatográfico.

Wiener lab.

Com 65 anos de existência, a Wiener lab., fundada pelo Dr. Miguel Rojkin, foi a primeira fábrica de diagnóstico in vitro (IVD) na América Latina. Estabeleceu-se em Rosário, na Argentina, e o pioneirismo marca a trajetória da empresa.

Em 1984 instalou a primeira fábrica de tiras de urinálise automática da América Latina, onde hoje lidera o mercado de IVD. Atualmente, a empresa desenvolve, fabrica e comercializa soluções integradas para laboratórios de qualquer tamanho que permitem acesso ao diagnóstico in vitro em 50 países do mundo.

Com filiais próprias em 12 países, a Wiener lab. tem três plantas produtivas de reagentes e instrumentos (Rosário, Buenos Aires e Brasil). São mais de 10 mil m2 de instalações de fabricação e mais de 5 mil m2 de centro logístico. O grupo reúne mais de 700 colaboradores, sendo 200 deles especializados.

Como parte de sua estratégia para atender mercados-chave, em 2013 a empresa adquire uma instalação para fabricar instrumentos e reagentes IVD, a Laborlab. São 1.500m2, onde são fabricados 1,5 milhão de testes por ano.

Além disso, a Wiener lab. Brasil oferece soluções para todas as áreas do laboratório clínico e banco de sangue: química clínica (reagentes líquidos e dedicados), hematologia, hemostasia, imunologia, uroanálise, quimioluminescência, taxa de sedimentação de eritrócitos, testes rápidos, biologia molecular e tem equipamentos próprios para atendimento às mesmas áreas. Em seu portfólio constam também, softwares de laboratório, como o Nobilis, de gestão, e o Qualis Interlab, para controle de qualidade interno e interlaboratorial.

Vale destacar que, além de bioquímica mais tecnológica e ampla do mercado, a empresa tem uma atuação muito forte nos segmentos de VHS/hemossedimentação (detecta inflamações, infecções e câncer) e na detecção da doença de Chagas. Possui o painel mais moderno e completo de testes para detectar a doença. No Brasil, a empresa é líder no mercado público no segmento de bioquímica.