Diabetes: doença pode causar problemas emocionais quando não há apoio ou orientação

Especialista alerta para alterações emocionais que podem ser um gatilho para sentimentos negativos; Diabéticos utilizam mídias digitais e promovem encontros que contribuem para elevar autoestima de pessoas com a patologia

As pessoas com diabetes possuem uma rotina intensa para controlar a glicemia, diariamente realizam vários testes de glicemia, aplicações de insulina, mantém uma alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos. No entanto, lidar com as exigências físicas, mentais e emocionais do diabetes pode ser avassalador. Emoções extremas e situações estressantes são circunstâncias que podem afetar a sua capacidade de lidar com a doença.

Segundo o coordenador dos Grupos de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo, Augusto Pimazoni Netto, essa situação é comum entre os diabéticos que se deparam com o desafio emocional da doença. “O paciente que não consegue obter o controle glicêmico ou quando enfrenta as complicações do diabetes, ele “se convence” de que perdeu o controle sobre a doença. Isso desencadeia uma série de alterações emocionais e químicas no corpo”, afirma Pimazoni.

Ainda não há explicações para estes casos, mas de acordo com a Associação Diabética Americana (ADA), pessoas com diabetes estão mais propensas a desenvolver depressão.

Portanto, a saúde mental também deve ter acompanhamento, a começar pelo processo de aceitação da doença. “Pessoas com diabetes passam por grande tensão, seja pela mudança de hábitos ou pela propagação externa de fatos trágicos da doença. Isso pode gerar uma resistência ao tratamento ou resultar em sentimentos negativos”, diz o coordenador. Ele também recomenda: “Sempre que possível, o paciente deve procurar uma orientação de profissional especializado e com experiência em diabetes para ajudá-lo”.

Rede de apoio nas mídias digitais

Além do apoio de um profissional de saúde, algumas pessoas utilizam as redes sociais para falarem abertamente sobre como lidam com a doença. É o caso de Willian Belisário, que descobriu o diagnóstico de diabetes tipo 1 há sete anos e relata suas experiên77cias pessoais no site Amigos e Diabetes. “Ser diabético tem seu degaste no dia a dia. Por exemplo: você pensa o tempo todo a que horas deve comer ou quando deve aplicar insulina, entre outras situações estressantes. Mas, ao me comunicar com outras pessoas por meio das mídias digitais, percebi que não estou sozinho. Isso é importante para o tratamento, pois quando o diabético se enxerga como parte de um grupo que vive os mesmos questionamentos, automaticamente ele se sente motivado”, diz Willian.

Ao lado dele,  Marina Collaço, que tem diabetes  tipo 1 desde 16 anos de idade, também utiliza o site e instagram Diabética Tipo Ruim para mostrar como lida com a doença de forma leve. Por meio das mídias digitais, Marina conta suas experiências desde que entendeu que a sua doença permite a continuar vivendo e aproveitando a vida.  “Posso compartilhar e comunicar a milhares de pessoas com diabetes que, mesmo com limitações da doença, é possível aproveitar ao máximo nossa vida. E, isso resultou em uma rede empoderamento aos diabéticos”, conta Marina.

A partir disso, Marina, Willian e outros seis blogueiros com diabetes promoveram, no dia 10 de novembro,  o Diabest Friends, que aconteceu na sede da BD (Becton Dickinson), em São Paulo. O encontro teve como objetivo a troca de experiências e informações sobre como ter uma vida saudável com a doença. O evento reuniu cerca de 80 participantes, todos com diabetes, abordando temas que passaram pelo autocontrole, aplicação de insulina, desafios da prática de atividade física e pelas complicações, como a hipoglicemia. Além disso, temas como vivência fora do país, amizades, comportamento e maternidade foram discutidos entre os participantes.

“Esse tipo de encontro acende uma chama de autocuidado e autoestima que muitas vezes está apagada no paciente com o diabetes, compartilhando nossas histórias e enriquecendo as nossas relações e, claro, fazendo amigos”, finaliza Marina.

 

Jovens com diabetes se unem para falar sobre a doença em mídias digitais, impactando mais de 100 mil pessoas nas mídias digitais. Da esquerda para direita: Lilian Pastore (@lipastore); Fabiana Luna (@diaenoitebetica); Fred Prado (@vidadediabetico); Marina Callaço (@diabetetiporuim); Noelly Dantas (@noellydantas); Will Belisário (@amigosediabetes); Aline Peach (@clubedodiabetes) e Lucas Duarte (@diabeticosdailha)

 


Sobre a BD

A BD é uma das maiores empresas de tecnologia médica do mundo que está promovendo o avanço da saúde ao investir na descoberta médica, no diagnóstico e na prestação de cuidados. A empresa apoia os profissionais que estão na linha de frente dos cuidados da saúde por meio do desenvolvimento de tecnologia, serviços e soluções inovadoras que ajudam a avançar na terapia clínica para pacientes e no processo clínico para os prestadores de cuidados de saúde.

A BD e os seus 65 mil funcionários têm paixão e compromisso em ajudar a melhorar os resultados dos pacientes e a segurança e a eficiência do processo de atendimento clínico, além de permitir aos cientistas de laboratório diagnosticar melhor a doença e promover as capacidades dos pesquisadores de desenvolver a próxima geração de diagnósticos e terapêuticos.

A BD tem presença em praticamente todos os países e parceiros com organizações de todo o mundo para abordar alguns dos problemas de saúde globais mais desafiadores. Ao trabalhar em estreita colaboração com os clientes, a BD ajuda a melhorar os resultados, reduzir os custos, aumentar a eficiência, melhorar a segurança e ampliar o acesso aos cuidados de saúde. Em 2017, a BD recebeu a C. R. Bard e seus produtos na família BD.

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