No próximo dia 28 de julho, neste ano um domingo, será a celebração do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. A data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e o Brasil é um dos integrantes do Julho Amarelo, realizando campanhas diversas dessas infecções que acometem o fígado.
As hepatites virais – A, B, C, D e E – afetam o fígado, causando inflamações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, sem sintomas evidentes, mas que podem evoluir para quadros graves como cirrose e câncer hepático, e levar o paciente a óbito.
A doença no Brasil
No Brasil, as hepatites virais mais frequentes são a A, B e C.
Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, no período de 2000 a 2024 foram detectados 826.292 casos confirmados de hepatites virais no país. Desses, 174.977 (21,2%) referem-se a casos de hepatite A, 302.351 (36,6%) a hepatite B, 342.328 (41,5%) a hepatite C, 4.722 (0,6%) a hepatite D e 1.914 (0,1%) a hepatite E.
As infecções pelos vírus das hepatites B e C nem sempre apresentam sintomas, e como parte das pessoas infectadas desconhece a própria condição, com frequência tornam-se crônicas e podem evoluir por décadas sem diagnóstico. O avanço da doença compromete o fígado e pode causar fibrose avançada ou cirrose, que evoluem para câncer hepático e necessidade de transplante. Entre 2000 e 2024, foram identificados no Brasil 45.959 óbitos por causa associada às hepatites virais A, B, C e D, sendo que 75,3% desses óbitos estiveram relacionados à hepatite C e 22,0% à hepatite B.
As regiões Sudeste e Sul concentram a maior parte dos casos de hepatite B e C no país: a região Sudeste responde por 34% dos casos de hepatite B e 57,7% dos de hepatite C, enquanto a região Sul concentra 30,9% e 27%, respectivamente.
Nos últimos dez anos, o Brasil registra avanços na redução da mortalidade por hepatites virais graças à vacinação e ao tratamento. Entre 2014 e 2024, o coeficiente de mortalidade por hepatite B caiu 50%, passando de 0,2 para 0,1 óbito por 100 mil habitantes, enquanto o de hepatite C caiu 60%, chegando a 0,4 óbito por 100 mil habitantes em 2024. Ainda assim, o desafio permanece: a meta do Brasil, alinhada à OMS, é reduzir os óbitos por hepatites virais em 65% e a incidência em 90% até 2030.
A doença no mundo
No cenário global, estima-se que existam atualmente 304 milhões de pessoas vivendo com infecção crônica pelos vírus B ou C, segundo o Relatório Global de Hepatites 2024 da OMS. Ainda de acordo com esse relatório, em 2022 ocorreram cerca de 1,3 milhão de mortes globais associadas às hepatites B e C — um aumento em relação aos 1,1 milhão registrados em 2019 —, sendo 83% atribuíveis à hepatite B e 17% à hepatite C. Esses números revelam um grave problema de saúde pública e exigem das autoridades um sistema eficiente de vacinação para as hepatites A e B, investimento robusto em saneamento básico, orientação da população sobre os riscos de transmissão sexual e vertical das hepatites B e C e, principalmente, ampliação do acesso a testes laboratoriais para diagnóstico e tratamento precoce.
Como diagnosticar a doença
Por se tratar, frequentemente, de infecções silenciosas, os testes rápidos imunocromatográficos para triagem das hepatites virais são fundamentais quando aplicados em regiões de alta prevalência ou em grupos populacionais de risco. Eles permitem identificar pessoas infectadas assintomáticas e encaminhá-las a um centro de referência para o diagnóstico definitivo. São testes de fácil manuseio, não exigem ambiente laboratorial e podem ser realizados em campo, próximos à população.
Já o diagnóstico laboratorial das hepatites virais pode ser feito por meio da pesquisa de anticorpos IgG, IgM, IgA ou antígenos dos vírus A, B, C, D e E, utilizando metodologias de ELISA e quimioluminescência; testes moleculares que detectam o material genético dos vírus (DNA ou RNA); e exames bioquímicos da função hepática, que avaliam principalmente as enzimas ALT e AST.
A Wiener Lab possui um portfólio completo para o diagnóstico das hepatites virais, que inclui os testes imunocromatográficos WL Check HBsAg e WL Check HCV; testes de ELISA de terceira geração para HBsAg, Anti-HBc Total e HCV; imunoensaios quimioluminescentes para HBsAg, Anti-HBc Total, Anti-HBs, HBeAg, Anti-HBe e HCV nas plataformas CLIA Series; além de reagentes bioquímicos para avaliação hepática, como TGO, TGP, ALP, Colinesterase, Gama-GT, Albumina, Bilirrubina Direta e Total, Proteínas Totais, Lactato, Alfa-1 Antitripsina, Alfa-2 Macroglobulina e Pré-Albumina.