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Estudo mostra que 34% das mortes por câncer poderiam ser evitadas com hábitos saudáveis de vida

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Um estudo epidemiológico realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e da Harvard University, nos Estados Unidos, indicou  que 27% do total de casos de câncer poderiam ser evitados e 34% do total de mortes poderiam ser poupadas com melhores hábitos de vida. Segundo este mesmo estudo, são estes 5 fatores de risco diretamente associados à um terço das mortes causadas: tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física.

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Se os fatores de risco acima citados fossem eliminados, o estudo mostra que as incidências de câncer de pulmão, de laringe, de orofaringe, de esôfago, de cólon e de reto poderiam ser reduzidas pela metade. Leandro Rezende, pesquisador da FM-USP e um dos autores do estudo, declarou: “Uma questão que chama a atenção nesses resultados é a proporção de casos que poderia ser evitada ao reduzir os fatores de risco relacionados ao estilo de vida. De acordo com diversos trabalhos anteriores nessa área, não há nenhuma outra medida capaz de prevenir tantos casos. O estudo deve servir de base para a formulação de políticas públicas para a prevenção de câncer no Brasil”. 

Pelas análises realizadas pelo estudo, o tabagismo ocupa posição invicta como o principal fator de risco associado à casos e mortes por câncer, sendo responsável por 67 mil casos e 40 mil mortes ao ano no Brasil. Abaixo do tabagismo estão o excesso de peso, é responsável por 21 mil casos e 13 mil mortes, e consumo de álcool, responsável por 16 mil casos e 9 mil mortes.

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A avaliação estratificada pelo sexo indicou que os quadros entre mulheres e homens são opostos: nos homens, o tabagismo é o principal fator de risco (20,8%), impactando mais do que a soma total dos demais fatores de risco, enquanto nas mulheres a soma dos 4 fatores de risco foi superior (15,2%) ao tabagismo isolado.

O artigo Proportion of cancer cases and deaths attributable to lifestyle risk factors in Brazil” pode ser acessado na aqui

Informações: Agência FAPESP

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