Diagnóstico precoce na saúde da mulher reduz mortes | Newslab

Março – Mês Internacional da Mulher

Diagnóstico precoce é fundamental para evitar mortes entre mulheres

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que hoje, as doenças cardiovasculares – infarto e AVC – são a principal causa de morte entre mulheres no mundo. Os óbitos totalizam 8,5 milhões por ano. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, são registrados 20 mil óbitos decorrentes de problemas cardiovasculares. Uma das principais causas dessas mortes se deve à redução dos  níveis de estrogênio, elemento que tem função vasodilatadora nos vasos coronários e tem queda acentuada após a menopausa. “Essas mortes poderiam ser evitadas, caso houvesse uma identificação precoce, essencial para o manejo clínico”, afirma Marcelo Gonçalves, farmacêutico e bioquímico da Wiener lab. “Nesse contexto, biomarcadores como troponina, CK-MB e mioglobina são essenciais”, diz.

Ele informa que a Wiener lab. oferece um portfólio abrangente para a saúde da mulher, focado na detecção precoce e diagnóstico preciso de várias doenças, como por exemplo, para auxiliar no diagnóstico e tratamento de câncer de mama – segunda causa de mortalidade feminina no Brasil -, câncer de ovário, além de testes especializados para doenças da tireoide e renal.

Marcelo esclarece que o câncer de mama é o mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo, representando cerca de 28% dos novos casos e ultrapassando 73 mil diagnósticos por ano. O sinal mais comum é um nódulo fixo e indolor, que pode estar associado a alterações na pele e nos mamilos. “Para apoiar a detecção e o acompanhamento clínico, são utilizados marcadores como CA 15-3 e CEA, amplamente aplicados na prática laboratorial”, explica.

De acordo com o farmacêutico e bioquímico da Wiener lab., o câncer de ovário, segundo tumor ginecológico mais comum, é caracterizado por sintomas inespecíficos, o que contribui para que aproximadamente 90% dos casos sejam identificados em estágios avançados. Com mais de 7 mil novos casos por ano, os principais sinais de sua manifestação podem ser a distensão abdominal, náusea, constipação e fadiga. “Na investigação, destacam-se os marcadores CA 125 e HE4, assim como o algoritmo ROMA, que combina os parâmetros para maior precisão diagnóstica”, ressalta o especialista.

Outras doenças

Além destes males, as doenças renais, cuja prevalência pode chegar a 14% entre mulheres, exigem monitoramento constante, especialmente diante de fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo e doenças autoimunes. “A detecção precoce, por meio de exames de urina, avaliação por imagem e cálculo da Taxa de Filtração Glomerular, é fundamental para prevenir a progressão. Os principais biomarcadores incluem ureia, creatinina, cistatina, microalbuminúria e proteinúria”, observa Marcelo Gonçalves.

Ele observa ainda, que não se pode esquecer da alta prevalência dos distúrbios da tireoide na população feminina. Hipotireoidismo, hipertireoidismo, bócio e câncer de tireoide impactam diretamente o equilíbrio metabólico e hormonal, sendo o câncer de tireoide significativamente mais comum em mulheres. A avaliação laboratorial envolve TSH, T3, T4, FT3, FT4, anti-TG, anti-TPO e TG.