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Biomedicina a eterna profissão do futuro: Seremos extintos ou temos que evoluir?

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Por Fredson Costa Serejo*

Você está lendo essa edição agora, mas eu não poderia de deixar de falar das comemorações dos 52 anos da Biomedicina que ocorreram no dia 20 de Novembro. Deixo aqui as minhas congratulações a todos nós Biomédicos, que temos suado a camisa pra fazer dessa profissão a melhor possível na condição que temos.

Faz parte da comemoração, também a reflexão do processo, não cabe aqui aquela eterna ladainha da criação da profissão, do que fazemos ou do quanto as pessoas batalharam por isso. Esse papo já escuto há mais de 20 anos… o que escuto hoje é mais reclamação do que outra coisa e por isso resolvi escrever sobre quais tendência temos que adotar em 2019 para fugir da extinção! Isso mesmo, já estou a bastante tempo debatendo isso com amigos.

Tive a oportunidade de Palestrar esse ano em 6 Estados (RJ, MT, RO, CE, BA e MA), com realidades regionais bem diversas, mas com o mesmo sentimento de desespero! E aí cadê emprego? Conversei com os coordenadores, em cada cidade que visitei, perguntando da “realidade”, tão mascarada pelas Instituições, e todos são unânimes em concordar que a situação não está fácil. Uma das frases que escutei, eterniza em minha mente até agora… “Biomedicina é um nome bonito de vender”. As empresas mercantilistas de educação tem proliferado o curso de Biomedicina com essa ideologia. Lucro só existe pro patrão e as Universidades lotam com alunos vindos do Ensino Médio que foram vislumbrados com palestras sobre Biomedicina a “profissão do futuro”, vocês serão a futura geração de “cientistas do Brasil” ou a mais emblemática de todas, que aguça a curiosidade da molecada com as séries americanas… “vocês serão os futuros CSIs – peritos criminais”… As histórias se repetem em todos os Estados. Salas lotadas nos primeiros períodos, com olhinhos brilhantes de emoção, com sua futura carreira…  mas poucos são aqueles, que se informam, e que verdadeiramente sabem que 70% dos biomédicos acabará fazendo exames de sangue, urina e fezes… Se soubessem de primeira, talvez nem entrariam! E os dados do ENADE 2016 já mostram uma evasão do curso de quase  90% como foi mostrado no Blog do Biomedicina Padrão, muito acima da média nacional de cursos de graduação que é de 37,4%.

Fonte: Blog Biomedicina Padrão. Dados sobre a biomedicina no Censo da Educação Superior 2016. Disponível em: <http://bit.ly/censobiomedicina2016>

 

Embora, tenhamos 36 habilitações “fakes em sua maioria” ainda podemos atuar em áreas bem diversas, com bastante competitividade com outras profissões e com salários nem tão atrativos!

Temos aí um fato mais interessante e agravante, de acordo com o Censo da Educação Superior realizado em 2015 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), há no país 1.473 cursos superiores a distância, cujo crescimento é de 10% ao ano, desde 2010. Atualmente, são mais de 1,3 milhão de estudantes matriculados, com crescimento de 50% entre os anos de 2010 e 2015. Dados como estes, em franca ascensão, contribuíram para a nova regulamentação do MEC para EAD. Com a restrição de acesso ao Programa de Financiamento Estudantil do Governo Federal (FIES), o setor privado de educação tem visto no Ensino a Distância (EaD) o maior potencial de expansão das matrículas no ensino superior. No entanto, as instituições sempre se queixaram da lentidão do Ministério da Educação (MEC) em aprovar os polos. Agora, o processo será mais simples. Em junho deste ano, o MEC publicou uma portaria que determina uma série de mudanças na regulamentação do Ensino a Distância. A portaria institui o decreto nº 9.057 que regulamenta o art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que trata da criação e desenvolvimento de ensino não presencial.

Agora pasmem… A Biomedicina foi um dos cursos que mais cresceu vagas autorizadas em EaD são mais de 3.000% de aumento conforme a tabela abaixo.

Fonte: NICOLAU, Viviany. Implicação do Dec. 9057/17 na Formação dos Profissionais da Área da Saúde. In: FÓRUM DOS CONSELHOS FEDERAIS DE SAÚDE. Brasília – DF, 2018

 

Com o aumento da oferta de vagas é possível ter mais gente formada nos próximos anos, e não estou aqui nem avaliando, possíveis questões de qualidade desse ensino, que aliás devem no futuro com certeza. Fato é, vai ter mais gente SIM no mercado de trabalho daqui a 4 ou 5 anos. E quando a oferta é maior do que a demanda SIM teremos mais desemprego dos que os atuais quase 40%, e o salário vai SIM reduzir mais ainda do que a média nacional de 2.000 reais. Dá uma olhada no meu artigo que fiz na edição 146 onde falo sobre o Perfil do Biomédico no Brasil. Então, é melhor se preparar porque a profissão do futuro, pode ser uma profissão arriscada e sem propósitos financeiros em breve.

Um outro fator determinante para uma possível “extinção” do curso é sobre o que de fato devemos aprender na faculdade de Biomedicina. Infelizmente, ainda estamos engessados na eterna concepção, que já caiu por terra em outras profissões, mas que na nossa ainda é muito forte, que é a questão das habilitações profissionais. Temos 36 habilitações, que em seu conjunto não mais funcionam para a realidade de mercado. Uma parte das habilitações são para carreiras docentes, áreas de conhecimento acadêmico como Embriologia, Biofísica, Fisiologia, Fisiologia Geral, Fisiologia Humana, Psicobiologia, Farmacologia… áreas essas que não são áreas comerciais de oferta de produtos e serviços mas sim áreas acadêmicas de ensino e pesquisa. Temos um forte tradicionalismo na iniciação científica, uma parte dos alunos acaba ingressando no Mestrado e Doutorado, mas notem que apenas 20,7% dos Biomédicos tem Especialização; 4,8% tem Mestrado; 1,4% tem Doutorado e 0,5% pós-Doutorado e, portanto, nem todos seguem a carreira docente como avaliado na Edição 146 da Revista Newslab.

Áreas novas, como Estética, Imagem e Perfusão passam a ter destaque como novas áreas de atuação profissional do Biomédico. Tais áreas competem com outras profissões e tem sido bem desgastante esse embate. São vários processos na justiça para permitir a atuação dos Biomédicos, que temos ganhado, mas com agravantes. Infelizmente, nem todas as faculdades conseguem colocar na grade todas as disciplinas para dar base de sustentação teórica e prática para todas as áreas de habilitação, o que tem sido bem questionado. Algumas disciplinas como Estética, são online, e alguns alunos nem tiveram em suas matrizes curriculares. A preceptoria em estágios ainda é um grande problema, com supervisão de profissionais não-biomédicos, e total falta de planejamento de atividades. Infelizmente, as instituições falam que fazem tudo, comprovam em papel pro MEC, mas a realidade é bem complicada, porque o aluno questiona mas não é ouvido.

Apenas para exemplificar a área de Estética, fizemos uma pesquisa (dados preliminares) com 376 pessoas (profissionais e estudantes) questionando sobre as dificuldades de formação na área de Biomedicina Estética. Quando perguntados se tinham estágio obrigatório, nesta área na graduação, 78,7% responderam que NÃO, e 55% dos que tiveram responderam que NÃO se sentiam preparados para atendimentos clínicos após a faculdade. Quando perguntado aos 127 profissionais sobre quando a habilitação deveria ser concedida a maioria respondeu que somente após a Especialização.

Tais situações complicam mais ainda, quando começam a ter processos judiciais de erros de procedimentos e intercorrências, como tem pipocado na mídia. Tal reflexão se faz necessária sobre que caminhos devem ser seguidos sobre a qualidade da formação de nossas habilitações.

Agora, sem dúvidas, nossa principal área de formação e de atuação é a área de Análises Clínicas. Hoje, mais de 70% dos Biomédicos atuam nessa área. Temos várias disciplinas e estágios, mas uma coisa chama muito a atenção para a evolução tecnológica! É inegável que o que aprendemos nas aulas teóricas e práticas está totalmente ultrapassado. Ainda, temos práticas de pipetagem e hemograma manual com leitura em câmara de Neubauer. Algumas faculdades tentam se adaptar, fazendo convênios e mandando os alunos para estágios em laboratórios automatizados. Embora, alguns desses alunos, relatem que podem apenas olhar, pois a orientação que recebem é que são equipamentos caros e que a manipulação poderia “atrapalhar” a rotina e acabam fazendo outros serviços auxiliares.

Fato, é que a área de Análises Clínicas tem evoluído drasticamente a passos muito mais largos do que as Universidades podem ou querem investir.

Em grandes empresas, já é possível ter a automatização de quase todos os setores, e com novas tecnologias chegando ao mercado, que utilizam Inteligência Artificial, o número de trabalhadores tende a reduzir, principalmente nas áreas de ações mais repetitivas.

E agora como fica essa enxurrada de novos profissionais para daqui os próximos 5 anos? É um repensar de ações! Do jeito que está não dá pra ficar, pois entraremos em colapso que fatalmente levará a extinção do curso de Biomedicina. E o que os Biomédicos podem fazer? Temos que nos adaptar e nos reinventar em outras áreas que tem crescido e que ainda não existe tanta competitividade. Mas, para desbravar essas áreas é preciso a busca de capacitações paralelas.

Novas tendências para o Setor Saúde que o Biomédico tem que estar antenado!

O foco no Empreendedorismo, ferramentas e tecnologias deve ser essencial para buscar novos horizontes pois as novidades estão cada vez mais aceleradas. Na Saúde, caminhamos para mudanças disruptivas e os profissionais devem estar adaptados a essas exigências.

As tendências para os empreendimentos da área da saúde em 2019 estão relacionadas com a informação, com personalização do atendimento e com a excelência no contato com o paciente antes e após a consulta. E o Biomédico deve estar se atualizando para auxiliar nesse processo de maneira multiprofissional.

1. Personalizar, humanizar e informar

Personalização será sem dúvida, a principal tendência de 2019 na Saúde. O que você tem de diferente a oferecer? O que sua clínica, consultório, laboratório ou serviço traz para que o paciente se sinta especial?

Essa necessidade de reconhecimento e de obter uma sensação de exclusividade está relacionada ao desejo de ser mais do que um número para a contabilidade da sua empresa. Não se trata de “mais um caso de uma doença”. Trata-se, com toda certeza, do caso mais importante para a vida daquele paciente que chegou até você.

O empreendedor na área de Saúde, deve estar preparado para fazer seu paciente sentir-se importante, único, muito mais do que um número. Os recursos para transmitir esse acolhimento personalizado iniciam em uma escuta cuidadosa na marcação da consulta; estão presentes em uma sala de recepção acolhedora, onde a recepcionista possui tempo para atender com cuidado e respeito cada pessoa; são demonstrados a partir de uma organização precisa de agenda; são confirmados por uma anamnese atenta e bem arquivada, exames precisos, procedimentos satisfatórios e eficazes; e, finalmente, encantam no momento que seu paciente recebe uma pesquisa de satisfação, em que pode opinar com sinceridade sobre os processos que foram realizados em sua empresa. Como bônus, se você fizer o maior esforço para atender os desejos deste paciente, então, ganhará sua fidelidade e indicação em seu ciclo social.

Personalizar o atendimento é um ato de humanização de sua prática. Ter registros de tudo e não precisar da lembrança do paciente sobre os últimos dados é um mínimo. Você precisa direcionar seu olhar de gestor para as ferramentas que possibilitem que você trate cada paciente como um caso único; que possibilitem acompanhamento detalhado de exames e registre um histórico completo de tratamentos anteriores. Tais ferramentas devem mapear morbidades familiares, guardar dados que sua memória não gravaria, e ter maior agilidade e praticidade pra não perder tempo com papel ou dar mais atenção ao computador do que ao paciente. Desenvolver esses mecanismos podem ser fortes tendências para geração de aplicativos, softwares entre outras ferramentas que facilitem a vida de empresas e clientes.

2. Gestão de Processos

Uma tendência em 2019 será o foco em Gestão de Processos em empreendimentos da área da saúde. A gestão de processos consiste em medir, monitorar e executar ações de correções dos aspectos organizacionais que implicam no desempenho dos resultados obtidos pela empresa.

As melhores empresas da área da saúde em 2019 serão aquelas que têm suas métricas controladas e que estiverem sempre atentas aos avanços tecnológicos para controle financeiro e operacional.

Foco no controle do fluxo financeiro, permitirá decidir com maior assertividade se deve comprar determinado aparelho, insumo ou algum mobiliário para inovar ou ter maior acessibilidade. A acurácia dos processos dará o caminho que terá maior impacto em seu atendimento quando tiver que escolher entre inovar em equipamentos ou contratar mais colaboradores.

A atenção ao processo facilita a escolha de melhorias, a correção de erros e consolida a escalabilidade do seu negócio. Portanto, controlar o fluxo operacional do seu empreendimento, te dará ideia das suas forças e fraquezas diante do mercado. Saberá quais são seus diferenciais e os porquês de seus pacientes chegarem até você.

Perceba que o médico, dentista, enfermeiro, fisioterapêuta,nutricionista entre outros profissionais de saúde NÃO TEM TEMPO em suas rotinas de monitorar todas essas variáveis. Eles têm funções finalísticas, eles estão ali com seus pacientes, mas se sobrecarregam se tiverem que fazer também essa parte de gestão, ou acabam repassando para outros profissionais que nada entendem de saúde. E é nesse momento que se o Biomédico estiver preparado pode se destacar.

3. Presença online

A internet é um desafio para alguns profissionais de saúde? SIM. Os pacientes têm acesso a informação hoje muito fácil, sabem suas doenças e tratamentos, quase que querem só a receita. E a sua empresa por que não está a um passo à frente dos seus clientes? Seja você mesmo o responsável pelos conteúdos que os paciente lêem na internet. Como bônus, ganhe maior credibilidade!

Para criar conteúdo para web, você pode planejar um blog e contratar um redator especializado em Marketing de Conteúdo, você biomédico pode ser esse profissional, afinal você entende tudo de saúde! Assim, junto com a equipe de profissionais você pode sugerir os temas e fazer a revisão técnica. Se você tiver habilidade com escrita, pode aproveitar para relatar alguns casos e dar orientações sobre as principais doenças que chegam nas empresas que poderá prestar serviços. Lógico, que existem técnicas para você ser uma das primeiras páginas no Google na hora da pesquisa, para isso é preciso investir tempo nesse aprendizado de marketing.

A produção de conteúdo resulta em três ganhos principais:

  1. Aproximação: seus pacientes terão uma sensação de familiaridade;
  2. Destaque: você será visto como autoridade dentro de sua especialidade.
  3. Terá mais chance de atrair novos clientes para sua empresa

Quando um paciente lê um conteúdo produzido pela clínica em que é atendido, tem a sensação de que está no lugar certo. Essa sensação fica mais intensa se você tiver textos que discutam casos próximos aos casos que atende.

Finalmente, ser uma autoridade em seu mercado de atuação é uma posição propulsora para sua carreira. Afinal, muitos pacientes terão o desejo de ser atendidos por um profissional que demonstra tanto conhecimento sobre o assunto. Agora, o médico da clínica ou outro profissional da saúde, quer ter mais clientes, mas ele não tem tempo de produzir tantos conteúdos e gerenciar redes sociais para atrair público. Então, a terceirização desse serviço se faz necessária e sem dúvida, você Biomédico pode ser essa mão de obra que faltava, diferente de um simples funcionário de uma agência de propaganda, você tem conhecimentos de saúde!

4. Telemedicina

Outra tendência que chegará com mais força em 2019 é a telemedicina. A telemedicina é o recurso que melhor representa a utilização de tecnologias na prática médica. Sabemos que você não conseguirá fazer uma ausculta pulmonar à distância, mas, ainda assim, você precisa saber mais sobre a telemedicina, pois é um recurso valioso que seus concorrentes, certamente, vão conhecer.

Muitas instituições utilizam esses recursos para que seus profissionais troquem informações, discutindo casos a quilômetros de distância. Como o avanço tecnológico é rápido, a telemedicina tem sido implementada, também, para que profissionais possam se comunicar com os pacientes, ou trocar informações entre profissionais mais experientes.

O método serve para informar resultados de exames, dar assistência a pacientes crônicos ou com dificuldade de locomoção; para promoção de saúde e para informações sobre prevenção.

Os meios utilizados são diversos, mas, principalmente, contatos intranet nas instituições e serviços de comunicação de teleconferência como o Skype ou Whatsapp. A principal vantagem percebida pelas empresas da área da saúde é a maior aproximação com o paciente, com uma atenção concentrada a seu caso.

Além disso, tecnologias de telemedicina possibilitam que o fluxo de informações seja mais rápido e que o networking entre as empresas de saúde funcione em prol da resolução dos casos clínicos, principalmente, daqueles com agravantes ou com poucos indícios epidemiológicos. Atuar nessas áreas como Biomédico tem tudo a ver com a nossa profissão! Desenvolver softwares e novas tecnologias de comunicação médico-médico ou médico-paciente pode ser uma necessidade em nosso futuro tão grande e que ainda nem existem profissionais nessas áreas para validar essas ferramentas. A associação de Biomédicos e profissionais de Tecnologia da Informação é um campo vasto de possibilidades ainda não exploradas!

5. Tudo estará “na nuvem”!

A tecnologia realmente vai dominar o mercado da saúde. Uma tendência, praticamente, imparável é o advento das plataformas online. Os chamados Portais médicos são plataformas mobile ou desktop em que os pacientes podem visualizar os resultados dos exames, consultar seu médico e acompanhar seu histórico de consultas e exames. Tudo isso graças às tecnologias que mantém todas essas informações da maneira mais segura possível. Essa tecnologia existe há alguns anos, mas no mercado brasileiro é uma novidade que está sendo muito bem aceita, as melhores clínicas e consultórios já estão colhendo o sucesso que é fruto deste tipo de implantação.

A criação e a manutenção de um portal são desafios para sua prática como empreendedor, poderão garantir a você um acompanhando da tendência de seu mercado e a implementação em clínicas e laboratório com inovações para melhor atender os clientes e empresas pode ser uma grande sacada.

A principal vantagem com o portal é a liberdade, facilidade e otimização de tempo. Uma ferramenta como essa aproxima você de seu paciente, aumenta a confiança que ele terá em você e dinamiza seu processo de atendimento em adequação ao estilo de vida contemporâneo.

Temos que repensar as nossa práticas!

Mas… Você está surpreso, não é? A área de Saúde está muito mais próxima das tecnologias digitais, plataformas online e softwares de gestão do que se costuma imaginar. Essa será tendências para os próximos anos e temos que saber explorar essas possibilidades!

Por mais que não tenhamos, uma área de atuação exclusiva, o que não dá é ficar numa eterna luta de reafirmação da profissão, trabalhando em áreas conflituosas ou estagnadas, com excesso de oferta de mão de obra e salários baixos.

Esse novo olhar, o biomédico deve ser empreendedor, pode e deve fugir da competição em mercados já explorados – onde as possibilidades de crescimento e aumento de lucratividade são, justamente, cada vez menores devido ao aumento da concorrência – e direcionar seu negócio para novos mercados, até então inexplorados.

Antes de mais nada, para se criar uma estratégia inovadora, é preciso conhecer muito bem como funciona a sua realidade hoje, o mercado que está atuando e toda a sua dinâmica. Assim, é possível entender os seus consumidores e concorrentes. Mas também é preciso olhar atentamente para seus não-consumidores. As oportunidades estão com eles.

Outro ponto importante é ter clareza que novos mercados surgem de inovação de valor, e não necessariamente da inovação tecnológica.

Um artigo bem interessante da Harvard Business Review (https://hbr.org/2015/03/red-ocean-traps) fala dessa missão de desbravar novos mares, e não cair em armadilhas comuns.

  1. Cuidado para não desenvolver estratégias de criação de mercado que sejam voltadas para clientes já existentes: é comum cair na armadilha de investir apenas no desenvolvimento de estratégias voltadas a clientes já existentes, estratégias para melhorar a experiência do cliente. Elas são importantes, ok? Mas não para alcançar o objetivo de expandir para novos mercados.
  2. Cuidado para não confundir estratégias de criação de novos mercados com estratégias de nicho: identificar e capturar nichos de mercado também é muito importante, e essas estratégias podem trazer excelentes resultados, mas descobrir um nicho em um espaço já existente não é a mesma coisa que identificar um novo mercado.
  3. Cuidado para não achar que uma estratégia de criação de mercado está, necessariamente, ligada à inovação tecnológica: sim, a tecnologia vem transformando mercados e indústrias, mas a criação e expansão para novos mercados não depende somente disso.
  4. Atenção, criação de mercado não é a mesma coisa que destruição criadora: a teoria da destruição criadora de Joseph Schumpeter está no cerne da economia da inovação, e ocorre quando uma invenção transforma radicalmente um mercado e acaba destruindo concorrentes que não acompanham essa transformação. Um exemplo são os aplicativos de táxi, que mudaram radicalmente a forma como esse mercado funciona – e as cooperativas e empresas tradicionais estão ralando para correr atrás do prejuízo. Agora, a criação de novos mercados não envolve destruição criadora pois expandir para novos mares significa, na prática, justamente oferecer soluções que não existiam anteriormente.

O mercado está muito competitivo. Então, em vez de bater de frente com seus concorrentes, que tal investir na criação de novos mercados? BIOMÉDICO fique atento às inovações e tendência e pense fora da caixa… QUEM NÃO EVOLUI está fatidicamente sujeito à EXTINÇÃO! Lembre-se que não é a Faculdade que te prepara para o mercado de trabalho é você que tem que aprender com a evolução do mercado em toda a sua carreira. Que 2019 seja repleto de novas conquistas, avante Biomedicina e até a próxima edição!


Fredson Costa Serejo

Doutor e Mestre em Biofísica – Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Especialista em Educação na Saúde para Preceptores do SUS – Hospital Sírio Libanês/Ministério da Saúde.

Especialista em Micropolítica e Gestão do Trabalho em Saúde – UFF

Biomédico – CRBM 15688 – Hospital Municipal São Francisco de Assis – Porto Real/RJ

Professor Adjunto do Centro Universitário de Barra Mansa – UBM/RJ.

Email: [email protected]

 

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