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Assintomática, Doença Renal Crônica acomete 850 milhões de pessoas ao redor do mundo

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Diabetes, hipertensão, história de doença renal na família, obesidade e tabagismo são principais fatores de risco para o desenvolvimento de Doença Renal Crônica (DRC)

São Paulo, 07 de março de 2019 – De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 850 milhões de pessoas sofrem de Doença Renal Crônica (DRC) no mundo e 2,4 milhões delas morrem anualmente. A detecção precoce da doença renal e a adoção de condutas terapêuticas apropriadas para o retardamento de sua progressão pode minimizar o sofrimento dos pacientes, oferecendo melhor qualidade de vida ao doente renal e ainda reduzir os custos relacionados ao tratamento. Nos estágios inicias a DRC é assintomática, dificultando seu diagnóstico precoce. Por isso, o Dia Mundial do Rim (14/3) é uma oportunidade de alertar sobre os principais fatores de risco da doença.

Diabetes e hipertensão são os principais fatores de risco para a DRC e os fumantes, independente de serem hipertensos ou diabéticos, aumentam em 50% as chances de desenvolverem a doença. Estudo publicado no Jornal Brasileiro de Nefrologia concluiu que a incidência de DRC em pacientes com hipertensão é de 156 casos por milhão, em estudo de 16 anos com 332.500 homens entre 35 e 57 anos. O risco de desenvolvimento de nefropatia é de cerca de 30% nos diabéticos tipo 1 e de 20% nos diabéticos tipo 2. No Brasil, entre 2.467.812 pacientes com hipertensão e/ou diabetes cadastrados no programa HiperDia do Ministério da Saúde em 29 de março de 2004, a frequência de doenças renais foi de 6,63% (175.227 casos).

De acordo com o Dr. Américo Cuvello Neto, coordenador do Centro de Nefrologia e Diálise do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o histórico familiar e a obesidade também são importantes fatores de risco, que somados aos demais, aumentam as chances de disfunções renais.

O especialista reforça que, por ser assintomática, é importante que as pessoas acima dos 40 anos façam exame de urina e dosem a creatinina no sangue anualmente. Entretanto, para quem tem ao menos um dos fatores de risco, a investigação clínica deve ser feita ao menos duas vezes por ano. “A Doença Renal Crônica é irreversível e leva o paciente à diálise e ao transplante renal, por isso é fundamental prevenirmos diabetes, hipertensão, obesidade e reduzirmos o número de tabagistas”, afirma o especialista.

Menos sal e mais saúde renal

O médico também alerta sobre a necessidade de as pessoas incorporarem hábitos de alimentação saudável e a prática de atividade física como formas de prevenção das doenças renais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de sódio não seja maior que dois gramas por dia, o que equivale a cinco gramas de sal. No entanto, o brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia. Em pacientes com Doença Renal Crônica o consumo diário de sal deve ser a metade do que recomenda a OMS.”Os rins funcionam como filtros do nosso organismo, e assim, são os responsáveis por eliminar o excesso de sal. Se, por alguma razão os rins não conseguem eliminar o excedente de sal, ele acumula no corpo aumentando a pressão arterial e o inchaço nas pernas e face. Diminuir o consumo de sal é essencial para o bom funcionamento dos rins”, afirma Cuvello Neto.

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