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Analogias em Medicina: o que é o “galo na cabeça”?

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Escrito por Dr. José de Souza Andrade Filho

As causas e mecanismos de lesões que nos atingem são extremamente variados. Algumas das manifestações patológicas mais comuns por traumatismos são: inchaço, congestão vascular e fenômenos hemorrágicos. A ação da força mecânica sobre o organismo produz diversos tipos de lesões, genericamente chamadas de traumáticas ou impropriamente rotuladas de trauma mecânico, já que este é o agente causal e não a consequência.

O denominado “Galo na Cabeça” é um tipo de hematoma formado sobre algum osso do crânio. Quando tomamos uma pancada, vasos sanguíneos que passam debaixo da pele se rompem e o sangue vaza. O vazamento pode gerar dois tipos de lesão: equimose, quando o sangue difunde-se entre os tecidos e músculos e hematoma, quando o sangue fica represado, como em uma bolsa. Nas partes do corpo onde a pele fica muito próxima do osso (cabeça e canela, principalmente), a bolsinha de sangue provoca a elevação da pele, formando um caroço, pois é mais fácil empurrar a pele do que o osso.

Naturalmente, o sangue é reabsorvido pelos vasos sanguíneos e o hematoma desaparece depois de alguns dias. Em casos extremos, quando o sangue não é absorvido naturalmente, o coágulo precisa ser extraído via bisturi. Mas, para o médico, “galo” é bom sinal, pois sugere que o sangue não vazou para dentro do cérebro. De qualquer forma, caroços muito grandes e que demoram para abaixar devem ser avaliados por um médico, pois pancadas violentas podem fraturar o crânio. Contudo, não se encontra explicação para a comparação do hematoma no crânio com a expressão “galo na cabeça”. Segundo alguns o nome científico da lesão seria hematoma subgaleal, relativo à membrana ou gálea (=elmo) aponeurótica que cobre o nosso crânio. Talvez alguns profissionais tenham apelidado o hematoma de “galo” por corruptela ou por desleixo da anatomia.

No Dicionário de Símbolos de J. Chevalier e A. Gheerbrant (12ª Ed. JED p.457), identifica-se algo significativo no verbete Galo. O galo é conhecido como emblema da altivez, o que é justificado pela sua postura.

A virtude da coragem que atribuem ao galo lhe é creditada em vários países do extremo oriente, onde tem papel especialmente benéfico. O seu aspecto geral e o seu comportamento fazem-no apto a simbolizar as cinco virtudes: as virtudes civis, uma vez que a crista lhe confere um aspecto mandarínico; as virtudes militares, devido ao porte de esporas; a coragem, em razão do seu desempenho em combate; a bondade, por dividir seu alimento com as galinhas; a confiança, pela segurança com que anuncia o nascer do dia. Ao anunciar o Sol demonstra poderes contra as influências maléficas da noite. O galo no alto da flecha de uma igreja acena como protetor e guardião da vida. É também um emblema do Cristo, como a águia e o cordeiro.

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