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Sarampo cresceu 300% no mundo, apontam dados preliminares da OMS

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O sarampo, doença infecciosa transmitida por vírus da família Paramyxoviridae e do gênero Morbillivirus, é uma doença altamente contagiosa que deixou muitos mortos ao longo da história. A vacina contra o sarampo é extremamente eficaz, considerando que 85% das crianças de nove meses e 95% com mais de doze meses de idade tornam-se imunes. Introduzida desde 1963 e disponibilizada desde 1971, foi uma das mais importantes ferramentas para o controle do sarampo. O Brasil obteve o certificado de erradicação do sarampo em 2016, entretanto, atualmente corre o risco de perde-lo uma vez que três Estados do país estão com surto em curso: Amazonas, Roraima e Pará.

Sarampo: altamente contagiosa, doença se alastra pelo mundo //iStock

Entretanto, não é uma doença que tem voltado a assombrar apenas o Brasil: segundo informações da Organização Pan-americana de Saúde e da Organização Mundial de Saúde, dados preliminares mostram que os casos notificados de sarampo no mundo tiveram um incremento de 300% nos primeiros três meses de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018.

Ainda que inconclusivos, os dados divulgados mostram uma tendência em curso: muitos países estão sendo atravessados por surtos consideráveis de sarampo, em diversas regiões. O aumento observado este ano ocorre após uma série de incrementos consecutivos nos casos notificados da doença. Entre os países que enfrentam surtos de sarampo estão: República Democrática do Congo, Etiópia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Madagascar, Mianmar, Filipinas, Sudão, Tailândia e Ucrânia.

Tanto a América Latina, como a África, são reconhecidamente países com situações de assistência à saúde precárias, em especial o continente africano que enfrenta altas taxas de outras doenças infecciosas, como sífilis e HIV. Entretanto, o que chama atenção é que até mesmo em países com alta cobertura de vacinação e economicamente favorecidos, quando comparado aos países citados acima, também estão registrando picos: Estados Unidos da América, Israel, Tailândia e Tunísia, à medida que a doença se espalhou rapidamente entre grupos de pessoas não vacinadas.

África também enfrenta surtos de sarampo.

 

O sarampo é considerado uma das doenças mais contagiosas do mundo, transmitida por via aérea, através das gotículas de saliva na tosse ou espirro dos infectados, podendo ser também transmitida diretamente na saliva ou via secreções nasais. Em 2017, o sarampo foi responsável por quase 110 mil mortes e ainda em países economicamente favorecidos podem ocorrer complicações que resultam em internações e até mesmo podem levar à incapacidade vitalícia.

Mesmo sendo altamente contagiosa, o sarampo é considerado uma doença evitável e controlável, sendo que está disponível hoje o que há de mais eficaz: a vacina. Entretanto, há anos que a cobertura da vacina estagnou em 85%, o que significa 10% a menos do que preconiza a OMS (95%). A segunda dose, possui uma cobertura ainda menor: 67%. O cenário da cobertura da vacina no Brasil também mostra o problema dos surtos: no Pará, 83,3% dos municípios não atingiram a meta de 95%; Em Roraima, foram 73,3% e Amazonas, 50%. De forma geral, todos os países precisam retomar o caminho para uma cobertura de qualidade e integral, hoje ainda tem 25 países no mundo que precisam tornar essencial a segunda dose da vacina.

A OMS orienta que todos os países façam campanhas de vacinação, buscando atingir todos os grupos populacionais, ou como mínimo, os grupos marginalizados e de risco. Diante dessa situação, a OMS divulgou que ao lado de governos e parceiros, está realizando operações para controlar surtos, fortalecendo os serviços de saúde destes países em prol de uma cobertura vacinal adequada. Madagascar, depois de uma ofensiva campanha de vacinação, começa a observar queda nos casos notificados, por exemplo.

Com informações da OMS. 

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