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Artigo científico

Pesquisa identifica mecanismo de replicação do vírus HIV

Estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em parceria com instituições dos Estados Unidos e África do Sul, ajuda a explicar a alta capacidade de reprodução do vírus HIV logo no início da infecção. O trabalho foi publicado no início desta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA (PNAS) e tem como primeira autora a bióloga Livia Ramos Goes. “A principal contribuição deste estudo é mostrar que a ligação entre uma proteína viral específica e uma molécula chamada integrina, presente nas células de defesa T, induz a replicação do vírus HIV no intestino”, resume a pesquisadora.

As pesquisas de Livia com o tema tiveram início em 2015, durante o seu doutorado-sanduíche e se estenderam para o pós-doutorado, ambos realizados no Laboratório de Imunoregulação, na cidade de Bethesda, vinculado ao Instituto de Saúde dos Estados Unidos (NIH). A etapa final da pesquisa foi feita no Inca. A descoberta parte da descrição feita, em 2008, da capacidade de vinculação do vírus HIV com a molécula integrina, presente nas células de defesa T e que endereçam esses linfócitos para o tecido do intestino. O que significa dizer que a integrina é um importante facilitador da infecção pelo vírus. Essa primeira descrição foi realizada a pelo grupo coordenado pelo virologista James Arthos, pesquisador no laboratório onde a pesquisadora brasileira realizou seus experimentos.

“As pesquisas conduzidas por Livia demostraram que além de facilitar a infecção pelo vírus, a ligação que a proteína viral com a integrina sinaliza para as células T que se reproduzem mais rapidamente e, assim, conseguem infectar o corpo por inteiro em questão de horas”, explica Marcelo Alves Soares, pesquisador no Inca e coautor do estudo. O virologista recebe apoio da FAPERJ para a realização de seus estudos por meio do programa de fomento à pesquisa Cientista do Nosso Estado. Estudar o comportamento da integrina e sua relação com o HIV foi objeto de pesquisa da bióloga também no mestrado e doutorado, tendo a orientação de Soares nos dois casos.

Marcelo Soares e Livia Goes no departamento de Oncovirologia do Inca, onde a parte final deste trabalho foi realizada (Foto: Arquivo pessoal)

Outro ponto importante do estudo foi encontrar funções antivirais em anticorpos não neutralizantes, que até então eram desconhecidas. Essa etapa da pesquisa foi realizada com os anticorpos de forma isolada, provenientes de amostras de sangue de pacientes infectados e de voluntários de estudos vacinais. “Esses anticorpos demonstraram redução no risco de aquisição do HIV e são inclusive capazes de bloquear essa interação”, conta Livia.

A explicação dos fenômenos ocorridos no organismo e quais são as ligações capazes de serem realizadas por vírus fazem parte da pesquisa básica em Biologia, em que se busca o melhor entendimento dos mecanismos envolvidos nos estágios iniciais de estabelecimento da infecção pelo HIV e de formação de reservatórios virais. “É este conhecimento sobre ligações e ativações que possibilitarão o desenvolvimento de uma vacina”, diz Livia. No entanto, é de conhecimento dos pesquisadores da área que as possibilidades dessas interações são bastante numerosas, especialmente em um vírus com alta capacidade de mutação como o HIV, o que pode ser entendido como um dos fatores para a inexistência de vacina para a doença até hoje.

 

Com informações de FAPERJ – Texto de Juliana Passos

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