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Pesquisa comprova pela 1ª vez o impacto da poluição na produção dos espermatozoides

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A exposição a minúsculas partículas de poluição do ar pode levar à redução da produção de espermatozoides: é o que revela uma nova pesquisa conduzida com camundongos. “Os índices de infertilidade estão crescendo em todo mundo. A poluição do ar pode ser um dos fatores desse aumento”, afirma Dra. Elaine Maria Frade Costa. Elaine, que é endocrinologista, será palestrante do 13° Congresso Paulista de Endocrinologia e Metabologia, COPEM, que será de 16 a 18 de maio, em São Paulo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 15% da população mundial tem dificuldade para engravidar, e a infertilidade masculina responde por metade desse percentual. O estudo analisou o efeito do material particulado (PM) na produção de espermatozoides. PM é uma mistura de partículas sólidas e gotículas de líquido encontradas no ar. PM2.5 é uma partícula inalável fina com diâmetros de 2,5 micrômetros ou menores. O cabelo humano médio é de cerca de 70 micrômetros em diâmetros, tornando-se 30 vezes maior do que a maior partícula. PM2.5 é conhecido por desregular o sistema endócrino em humanos e animais, e o sistema endócrino está envolvido na reprodução, incluindo a produção de espermatozoides.

 

Elaine Maria Frade Costa: Professora Livre Docente da Disciplina de Endocrinologia e Metabologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

 

A pesquisa foi desenvolvida com camundongos, divididos em 4 grupos. O primeiro grupo de camundongos foi exposto ao PM2.5 da cidade de São Paulo antes e depois do nascimento, desde o desmame até a idade adulta. O segundo grupo foi exposto apenas durante a gestação. O terceiro grupo foi exposto após o nascimento, desde o desmame até a idade adulta. E o quarto e último grupo,foi exposto ao ar filtrado durante a gestação e a partir do momento em que foram desmamados até a idade adulta. A partir disso, os pesquisadores realizaram as análises referentes à produção de espermatozoide e testes genéticos avaliaram as expressões de genes responsáveis pela formação dos testículos e espermatozoides.

O estudo constatou que a exposição ao PM2.5 levou a alterações nos níveis de expressão de genes relacionados à função das células testiculares, sendo a exposição após o nascimento a mais prejudicial para a função testicular. A pesquisa demonstra pela primeira vez que a exposição ao ar poluído tem um grande impacto na produção de espermatozoides através da epigenética, principalmente após o nascimento”, explica Dra. Elaine. Segundo a endocrinologista, essas descobertas fornecem mais evidências de que os governos precisam implementar o controle público da poluição do ar nas grandes cidades.

 

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