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Hoje em dia todo mundo tem HPV?

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Por Renata Lamego*

HPV é a sigla em inglês para papilomavírus humano. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 deles podem infectar o trato ano-genital.

A transmissão do vírus se dá por contato direto com a mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer na ausência de penetração e MESMO COM USO DE CAMISINHA. Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina, ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

A maioria das infecções por HPV é assintomática. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas. Habitualmente as infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas, por isso a importância da realização de exames ginecológicos anuais. As lesões não visíveis a olho nu podem ser diagnosticadas por meio de exames laboratoriais e exames de imagem.

A infecção pelo HPV é muito frequente, estima-se que atinja mais de 80% da população ativa sexualmente! Mas a boa notícia é que a infecção costuma ser transitória, e regride espontaneamente na maioria das vezes, não necessitando nenhum tratamento. Quando a infecção persiste, pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras que, se não forem corretamente tratadas, podem progredir para o câncer.

Fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar a regressão ou a persistência da infecção pelo HPV. Desta forma, o tabagismo, o início precoce da vida sexual, o número elevado de parceiros sexuais e de gestações, o uso de pílula anticoncepcional e a imunossupressão são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. A idade também interfere, sendo que a maioria das infecções por HPV em mulheres com menos de 30 anos regride espontaneamente.


Renata Bonaccorso Lamego é médica formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Fez Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia na Santa Casa de São Paulo, onde obteve os títulos de especialista em Ginecologia e Obstetrícia e em Medicina Fetal. É também especialista em Patologia do Trato Genital Inferior.

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