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Grupo de pesquisadores valida método que pode revolucionar o diagnóstico de Alzheimer

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(Foto: Roche)

Grupo de pesquisadores validaram uma metodologia que pode revolucionar o diagnóstico da doença de Alzheimer: exame diagnóstico criado pelos cientistas é capaz de mapear o acúmulo de peptídeo beta-amiloide no cérebro humano por meio de tomografia por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês).

A doença de Alzheimer é responsável por cerca de 70% dos casos de demência neurodegenerativa em idosos, e seu diagnóstico ainda é complexo e pouco preciso, sendo feito, na maioria das vezes por método de exclusão. Seu diagnóstico é dificultado pelo fato de que a doença se inicia anos antes de surgirem os primeiros sintomas, como perda de memória e dificuldade para solucionar problemas.

Em portadores de Alzheimer, esse peptídeo se agrupa de forma anômala e promove a deposição de placas no córtex cerebral. Além disso, aliado a outros exames, pode ser uma ferramenta que possibilite melhora na precisão do diagnóstico diferencial entre outras doenças degenerativas.

O método já foi testado em voluntários, contudo ainda não está disponível amplamente.

A metodologia

Técnica de medicina nuclear pode tornar o complexo diagnóstico da doença de Alzheimer mais preciso. Foto: Brazilian Journal of Psychiatry

A nova metodologia validada pelos pesquisadores consistiu na na produção do 11C-PIB, o radiofármaco que atua como um marcador do acúmulo de peptídeo beta-amiloide no cérebro humano. O radiofármaco foi desenvolvido na Universidade de Pittsburgh, nos EUA, porém o produto ainda não tem patente, sua comercialização é limitada, principalmente porque possui meia-vida física muito curta de apenas 20 minutos.

“Durante o projeto de pesquisa, foi possível produzir o radiofármaco no Brasil, visto que já era utilizado em grandes centros de pesquisa fora do país. Além de conseguirmos validar a metodologia, fizemos testes pré-clínicos em animais e, na sequência, a metodologia foi aplicada em pacientes voluntários”, disse  Geraldo Busatto Filho, coordenador do Laboratório de Neuroimagem em Psiquiatria (LIM21) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e coordenador do temático.

O processo seguinte à validação do radiofármaco foi o uso de um software para construir “mapas cerebrais estatísticos”. Para testar o novo método diagnóstico foram selecionados um grupo caso e um grupo controle: 17 idosos com suspeita de Alzheimer e 19 saudáveis realizaram os exames. Foram produzidos pelo software gráficos que mostraram a comparação das médias de ambos grupos.

“Pelo mapa estatístico, é possível identificar facilmente o acúmulo de placas amiloides no grupo de pacientes com doença de Alzheimer, quando comparado ao grupo de voluntários saudáveis. As regiões do córtex estão claramente diferentes. Os mapas estatísticos são daquelas imagens que falam mais do que mil palavras”, disse Busatto.

Por possuir uma meia-vida física muito curta, a realização da tomografia nos voluntários utilizando o radiofármaco necessitava de rapidez e agilidade. “O radiofármaco é injetado na veia de pacientes e funciona como um marcador, ligando-se temporariamente à proteína amiloide agrupada no córtex cerebral até que desapareça por completo. O registro da emissão de raios gama usando equipamento de tomografia PET permite a construção da imagem na qual as placas amiloides do cérebro daquele paciente podem ser vistas de forma tridimensional. Como se vê, é preciso ter toda uma logística para que o teste seja feito antes de o radiofármaco desaparecer”, disse Buchpiguel.

Informações: Agência Fapesp. Leia a matéria na íntegra aqui.

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