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27/11 – Dia Nacional de Combate ao Câncer: Especialistas em Medicina Diagnóstica falam sobre importância da prevenção

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O Dia Nacional de Combate ao Câncer acontece no próximo dia 27. Estudo lançado pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) com estimativas para o biênio 2016-2017 revela a ocorrência de 600 mil novos casos de câncer no Brasil. Vale dizer que, de todos os novos casos de câncer no mundo inteiro, 60% ocorrem em países em desenvolvimento. Mais grave ainda é o fato de que 70% dos óbitos acontecem nesses mesmos países – o que serve de alerta para a importância da prevenção. Com exceção do câncer de pele (não melanoma), os tipos que mais atingem os brasileiros são o câncer de próstata (61 mil) e o de mama (58 mil). Mas outros tipos da doença também têm grande incidência, como o câncer colorretal (34 mil) e o de pulmão (28 mil). Especialistas do CDB Medicina Diagnóstica falam sobre a importância dos exames preventivos.

Na opinião do radiologista de tórax Moacir Moreno Junior, quando o câncer de pulmão dá sinais geralmente está em fase avançada. Daí a importância dos exames anuais depois dos 50 anos, principalmente se a pessoa é fumante ativa, fumante passiva, ou tem história de câncer na família. O médico, que costuma analisar os exames de mais de mil pacientes por ano com suspeita de câncer pulmonar, diz que a tomografia computadorizada (TC) é um dos mais eficientes recursos para detecção e acompanhamento da doença. “A tomografia computadorizada deve ser realizada em pacientes com histórico de tabagismo pesado, mas cabe ao médico solicitante tomar essa decisão juntamente com o paciente, levando em conta outros fatores relacionados ao contexto clínico”.

Moreno explica que a tomografia possibilita uma visão em fatias milimétricas de todo o pulmão, permitindo detectar e medir as dimensões de um nódulo, sua posição e relação com as demais estruturas ao redor. “A TC também pode ser utilizada, quando indicada, como alternativa para guiar biópsias de lesões pulmonares, que auxiliam a fazer o diagnóstico de tumores ainda em estágio inicial, aumentando as chances de cura. É importante dizer que, mesmo quando o exame não identifica um nódulo, isso não isenta o paciente de vir a desenvolver câncer pulmonar num futuro próximo, principalmente se continuar a fumar. A adoção de hábitos mais saudáveis é imprescindível em qualquer fase da vida”.

Com relação ao câncer colorretal, o médico endoscopista Edson Ide afirma que a colonoscopia é o método de escolha para o diagnóstico e a prevenção do câncer colorretal avançado, reduzindo drasticamente a taxa de mortalidade nos pacientes selecionados. O especialista explica que a colonoscopia permite o diagnóstico de pólipos, tumores benignos, focos de sangramento, câncer na fase inicial, além de uma série de doenças benignas (não menos importantes) como, por exemplo, a doença inflamatória intestinal. “Esse exame é um meio muito eficaz de detectar e tratar, removendo tumores benignos com potencial maligno ou mesmo o câncer em sua fase mais precoce.” Dados do INCA revelam que há uma grande chance de cura quando o câncer colorretal é diagnosticado precocemente – sendo que a remoção dos pólipos antes que se tornem malignos é de fundamental importância. “Na presença de alguns sintomas, como diarreia, cólicas ou gases persistentes, presença de sangue ou pus nas fezes, mudança na coloração e textura das fezes, perda de peso sem razão aparente – principalmente seguida de cansaço, náuseas e vômitos –, entre outros, é importante procurar orientação médica”.

Depois dos 40 anos de idade, a incidência de câncer de mama aumenta muito entre as mulheres. Estudos norte-americanos indicam que a doença atinge uma em cada 28 mulheres depois dos 60 anos, uma em cada 42 mulheres depois dos 50 anos e uma em cada 68 mulheres na faixa dos 40 anos. Antes disso a doença é considerada rara, atingindo uma em cada 227 mulheres. Na opinião de Vivian Schivartche, especialista do CDB Premium em diagnósticos da mama, esse tipo de estatística é interessante para uma avaliação geral da população feminina em relação à doença. Mas, para cada mulher, o risco pode ser maior ou menor, dependendo de inúmeros fatores – tanto os conhecidos como os ainda não completamente compreendidos.

“Como a incidência do câncer de mama está intrinsecamente relacionada ao envelhecimento, a idade é o principal fator para determinar os riscos da doença. Sendo assim, enquanto mulheres jovens só devem se preocupar com isso caso suas mães e irmãs tenham enfrentado o problema, depois dos 40 anos a preocupação deve ser relevante o suficiente para que se faça o exame mamográfico anualmente”, diz a especialista. Segundo ela, a mamografia costuma apresentar sensibilidade em torno de 80%. Nos últimos anos, entretanto, a introdução da tomossíntese mamária refinou o diagnóstico. “A tomossíntese, também chamada de mamografia 3D, costuma aumentar sensivelmente a detecção do câncer de mama, já que permite enxergar o tumor numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas. Porém, em pacientes de alto risco ou quando persistirem dúvidas, outros exames devem ser realizados de forma complementar, como a ultrassonografia e a ressonância magnética”.

Em pleno Novembro Azul, o câncer de próstata merece muita atenção. Por se tratar de uma doença com ótimo prognóstico quando diagnosticada e tratada logo no início, é importante que os homens levem a sério os exames preventivos. De acordo com o médico urologista e ultrassonografista Leonardo Piber, a maioria dos casos acontece por volta dos 65 anos, mas a investigação diagnóstica deve acontecer a partir dos 50 anos. Quando há parentes diretos que já enfrentaram a doença, é recomendado iniciar os exames anuais mais cedo, a partir dos 40 anos.

Piber afirma que, quando a análise do sangue detecta alteração importante, normalmente o médico do paciente solicita novos exames de imagem para eventualmente diagnosticar o câncer de próstata em fase inicial, já que a doença oferece boas chances de cura quando tratada logo no começo. “O PSA é uma proteína encontrada em grandes quantidades no sêmen e em pequena quantidade no sangue, mas é o suficiente para indicar quando há risco. Pode acontecer de o nível de PSA estar alto por conta de alguma inflamação ou infecção, ou ainda pelo aumento benigno da glândula prostática. Por isso, o médico deve fazer o toque retal e encaminhar o paciente para exames de imagem, considerando idade, histórico familiar, medicamentos de uso contínuo e até mesmo o uso de suplementos que afetam o tamanho da próstata. Quando o toque retal e o nível de PSA apontam para o câncer de próstata, outros exames costumam contribuir para chegar a um diagnóstico preciso, como o ultrassom transretal e a biópsia”.


Fontes:

http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/estimativa-2016-v11.pdf

  • Dr. Moacir Moreno Junior, médico radiologista especialista em tórax do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo.
  • Dr. Edson Ide, médico endoscopista do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo.
  • Dra. Vivian Schivartche, médica especialista em diagnósticos da mama do CDB Premium, em São Paulo.
  • Dr. Leonardo Piber, médico urologista e ultrassonografista do CDB Premium, em São Paulo.

www.cdb.com.br


 

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