A dieta mediterrânea é um padrão alimentar característico das regiões do Mediterrâneo, incluindo países como Grécia, Itália e Espanha, sua história remonta a milhares de anos, tendo suas raízes nas antigas culturas grega e romana. A dieta é baseada em alimentos abundantes nessas regiões, como frutas, legumes, cereais integrais, azeite de oliva, peixe, frutos do mar, nozes e sementes.
Diversos estudos científicos evidenciam os benefícios da dieta mediterrânea para a saúde, como a redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes, entre outros, seu sucesso reside na combinação equilibrada de nutrientes, fibras, antioxidantes e ácidos graxos saudáveis, além de promover um estilo de vida ativo, combatendo o sedentarismo.
No entanto, os benefícios da dieta mediterrânea podem se estender ainda mais e trazer efeitos benéficos para o tratamento de câncer, sendo capaz de desencadear processos biológicos que neutralizam inflamações crônicas de baixo grau geradas em pacientes oncológicos, podendo auxiliar na melhora da sua qualidade de vida e prognóstico, de acordo com o artigo “O estilo de vida mediterrâneo para contrastar o comportamento inflamatório de baixo grau no câncer”.
O estudo realizou uma ampla revisão bibliográfica a respeito dos efeitos da dieta mediterrânea, em combinação com a prática de atividades físicas, para a redução de processos inflamatórios derivados do câncer e identificou que intervenções dietéticas e de estilo de vida possuem grande potencial de reduzir citocinas inflamatórias, gerar alterações positivas no sistema endócrino e aumentar a produção de adiponectina – proteína anti-inflamatória produzida pelos adipócitos, o que resulta na redução de eventos inflamatórios característicos de casos oncológicos.
O estudo reforçou ainda outros benefícios do direcionamento alimentar baseado nos preceitos mediterrâneos para o tratamento de câncer como, através da restrição calórica e redução do consumo de proteína animal, a redução dos níveis plasmáticos de IGF-1 que podem, com o reforço da insulina, ativar a via de sinalização PI3K–Akt–mTORC, cujas mutações são amplamentes associadas ao processo carcinogênico em diversos tipos tumorais, além de estimular a proteína AMPK, responsável pela redução da produção de mTOR, um dos principais oncogeneses e fortemente relacionado à regulação do crescimento e proliferação celular, o que ajuda a limitar o reparo de DNA de células cancerosas, processos que convergem para auxiliar na prevenção do câncer.
Esses resultados endossam uma série de outros estudos que apontam os benefícios da adoção de um estilo de vida mais ativo associado à utilização da dieta mediterrânea, não apenas no tratamento de inflamações e prevenção do câncer, posicionamento que reforço, além de direcionar que esse tipo de abordagem deve ser feita de forma complementar às terapias tradicionais utilizadas para pacientes oncológicos como forma de reforçar seus resultados e potencializar melhorias e ganhos de qualidade de vida.
Coluna – News Lab
Créditos: Dani Borges (MF Press Global) Foto ilustrativa (PixaBay)
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Sobre Dani Borges
Dani Borges tem 30 anos e é uma atleta Fitness WBFF PRO, nutricionista, modelo, health coach e educadora física. Como influenciadora digital, tem mais de 418 mil seguidores e posta dicas de motivação, alimentação saudável, receitas e treinos.
Dani começou a atuar como modelo fitness e competidora em 2010, participando nos anos seguintes de competições de fitness nos Estados Unidos e também fotografando para marcas ligadas ao segmento, especialmente em Orlando e Miami, se tornando um dos rostos mais conhecidos do grande público, brasileiro e internacional, que consome publicações e revistas de fisiculturismo. Como nutricionista, atende em seu consultório no Brasil e online através das plataformas digitais.