Diagnóstico precoce do glaucoma evita perda irreversível da visão | Newslab

Glaucoma: diagnóstico precoce é decisivo para evitar perda irreversível da visão

Março marca o período de conscientização sobre o glaucoma, doença silenciosa pode evoluir por anos sem sintomas e comprometer permanentemente o nervo óptico

Março marca o período de conscientização sobre o glaucoma, uma das principais causas de deficiência visual irreversível no mundo. A doença afeta o nervo óptico e, quando não diagnosticada precocemente, pode levar à perda permanente da visão.

Segundo especialistas, um dos maiores desafios no controle do glaucoma é justamente o caráter silencioso da doença. Em muitos casos, o paciente não percebe alterações na visão nas fases iniciais e os primeiros sinais surgem apenas quando o dano ocular já está em estágio avançado.

O glaucoma é caracterizado por uma neuropatia óptica progressiva frequentemente associada ao aumento da pressão intraocular. Com o avanço da doença, ocorre perda gradual do campo visual periférico, o que pode causar dificuldade para dirigir, caminhar ou realizar atividades do cotidiano. Em estágios mais graves, a perda visual pode tornar-se irreversível.

Entre os principais tipos da doença estão o glaucoma primário de ângulo aberto, forma mais comum e de progressão lenta, e o glaucoma primário de ângulo fechado, que pode apresentar evolução mais rápida e aguda. Também existem formas secundárias da doença, associadas a inflamações oculares, traumas, tumores ou complicações de outras doenças oculares.

O diagnóstico depende de avaliação oftalmológica completa e de exames específicos capazes de identificar alterações precoces no nervo óptico e na função visual. Entre os principais métodos utilizados estão a campimetria, que avalia o campo visual, a retinografia, a gonioscopia e a tomografia de coerência óptica, exame que permite analisar com alta precisão a estrutura das fibras nervosas da retina.

A detecção precoce é considerada fundamental para evitar a progressão da doença. O tratamento tem como objetivo controlar a pressão intraocular e preservar a função visual, podendo incluir colírios hipotensores, procedimentos a laser ou cirurgia, dependendo da gravidade do quadro.

O risco de desenvolver glaucoma aumenta com a idade e é maior em pessoas com histórico familiar da doença, miopia ou hipermetropia, diabetes, uso prolongado de corticoides ou histórico de trauma ocular. Por esse motivo, especialistas recomendam avaliações oftalmológicas regulares, especialmente a partir dos 40 anos, para identificar alterações iniciais antes que ocorram danos permanentes à visão.