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Candida auris: conheça o “superfungo” que tem colocado em alerta autoridades do mundo todo

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O fungo Candida auris,  vem sendo reconhecido amplamente pelo mundo como um “superfungo”, ou seja, um fungo que não se consegue ser combatido a partir dos medicamentos disponíveis, e cujo mecanismo de disseminação era desconhecido. Descoberto no Japão em 2009, o fungo foi isolado em 5 continentes e apresentam distintos mecanismo de disseminação. Além disso, o fungo está associado à infecções contraídas no ambiente hospitalar em locais de terapias intensivas, como UTIs, sendo parte de uma área bastante estudada e de difícil controle nos ambientes hospitalares: o controle de infecções hospitalares. Acredita-se que as infecções hospitalares por fungos de candidas não-albicans tem aumentado justamente pelo uso crescente e indiscriminado de agentes antifúngicos como o fluconazol.

Assim, antifungicos tradicionalmente aplicados, tem-se tornado ineficazes diante de fungos multirresistentes, e em particular no caso do C. auris, há grande tendência de disseminação rápida principalmente em pacientes em estados de saúde críticos. O “superfungo” tem uma importante característica: é um agente oportunista, ou seja, prevalece nas populações mais vulneráveis em ambientes hospitalares.

Estudos demonstraram que a identificação do fungo ainda é um ponto crítico em diferentes países, e muitas vezes não existe sequer tecnologia o suficiente para realizar o diagnóstico fúngico. O C. auris não é facilmente identificado através das técnicas comumente utilizadas, como por exemplo, técnica fenotípicas e moleculares. Além disso, o achado em diversos continentes demonstram que o fungo possui mecanismos independentes de expensão e evolução.

infecção oportunista: fungo acomete principalmente pacientes vulneráveis e hospitalizados em terapia intensiva (Foto: reprodução)

Johanna Rhodes, especialista em doenças infecciosas, recentemente contatada para identificar o fungo em um hospital na Inglaterra, declarou à BBC: “Não sabemos qual a sua origem, mas ele foi descrito pela primeira vez em 2009, ao ser isolado após ter sido encontrado no canal auditivo de um paciente na Coreia do Sul”. Acredita-se que o mecanismo pelo qual o fungo tornou-se resistente às diversas terapias é muito próximo aos casos bacterianos. Estudos apontam que 90% das infecções causadas pelo C. auris são resistentes ao menos a um medicamento, enquanto 30% são resistentes a dois ou mais remédios.

A Anvisa, diante do perigo global que representam o C. auris divulgou uma nota pública alertando sobre o risco de contaminação. Segundo a Anvisa, o primeiro surto na América Latina foi detectado em Maracaibo, na Venezuela, em 2013. Em relação ao Brasil, não há nenhum caso de infecção pelo “superfungo”, entretanto, isso não significa que ele não exista no país, uma vez que mesmo sua identificação não é simples.

Controle de infecções hospitalares: uma dificuldade global no campo da saúde

Métodos simples que são importantes no controle das infecções hospitalares. (Foto: reprodução de Ministério da Saúde)

 

As infecções hospitalares são definidas pelo Ministério da Saúde a partir da Portaria MS n° 2616 de 12/05/1998 como “aquela adquirida após a admissão do paciente e que se manifeste durante a internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares”. Seu controle está intimamente conectado com à higiene e segurança no ambiente hospitalar e laboratorial. Inquéritos realizados pelo Ministério da Saúde indicaram uma prevalência de 13% a 15% de infecções hospitalares, sendo uma importante causa de mortalidade no país.

Como resposta à este tipo de problema de saúde pública, é preciso discutir a urgência do reforço das Comissões de Controle de Infecções Hospitalares em cada instituição, bem como a implementação eficaz de Procedimentos Operacionais Padrão, capazes de orientar o conjunto dos profissionais da saúde quanto às boas práticas de laboratório e de segurança individual: higienização correta das mãos, uso de Equipamentos de Proteção Individual e normas que prezem pela segurança do paciente.

Informações coletadas: 

(1) Jeffery-Smith A, Taori SK, Schelenz S, Jeffery K, Johnson EM, Borman A, Candida auris Incident Management Team, Manuel R, Brown CS. 2018. Candida auris: a review of the literature. Clin Microbiol Rev 31:e00029-17

(2) Oliveira R, Maruyama SAT. Controle de infecção hospitalar: histórico e papel do estado. Rev. Eletr. Enf. [Internet] 2008;10(3):775-83.

(3) O que é Candida auris, o perigoso fungo resistente a medicamentos que se espalha pelo mundo. Acessado em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-47899482

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