fbpx

[Artigo] Cistatina C: um novo biomarcador do infarto do miocárdio

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Artigo de Siumara Tulio

Resumo: 

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. As cistatinas são proteínas inibidoras das cisteínas proteases que regulam a atividade destas enzimas para evitar danos ao organismo, como processos inflamatórios, doenças neurológicas e formação de tumores. Investigou-se a associação entre a elevação dos níveis séricos de Cistatina C e o risco do infarto do miocárdio na população em geral, além da utilização deste marcador no diagnóstico laboratorial. Foi realizada uma revisão bibliográfica utilizando sites de busca para artigos científicos como: Pubmed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Google e Scielo. A cistatina C humana (HCC) é produzida e secretada pelos cardiomiócitos e sua síntese eleva-se quando o coração está sob isquemia. A concentração plasmática de HCC independe de fatores extrínsecos como gênero, idade, inflamação, massa muscular e dieta. Quando a produção endógena deste marcador é constante, sua concentração plasmática está diretamente relacionada ao volume da filtração glomerular. A nefelometria e a turbidimetria têm sido os métodos mais utilizados para a determinação dos níveis séricos desta proteína. Este estudo de revisão apresenta resultados clínicos relevantes para utilização da determinação da sérica da cistatina C como biomarcador de doenças cardíacas.

Introdução: 

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. No Brasil, 300 mil pessoas morrem anualmente, sendo que, 30% dos casos são fatais (OPAS/OMS, 2016) (23).

As doenças cardiovasculares são um grupo de doenças que atingem o coração e os vasos sanguíneos, sendo as mais frequentes: cardiopatia isquêmica (infarto do miocárdio), insuficiência cardíaca congestiva (ICC), arritmias cardíacas, miocardiopatias, cardiopatias congênitas e trombose venosa. Os ataques cardíacos geralmente são eventos agudos causados principalmente pelo bloqueio da circulação do sangue para o coração ou para o cérebro, frequentemente ocasionado pelo acúmulo de depósitos de gordura nas paredes internas dos vasos sanguíneos que irrigam o coração ou o cérebro.  A causa dos ataques cardíacos inclui uma combinação de fatores comportamentais de risco, como o uso de tabaco, dietas inadequadas, obesidade, sedentarismo, uso de álcool, hipertensão, diabetes e hiperlipidemia. Portanto, a maioria das doenças cardiovasculares poderia ser prevenida por meio da redução dos fatores de risco e do diagnóstico precoce (NACB LMPG COMIMITTEE MEMBERS et al., 2001) (20).

Além do exame físico, do eletrocardiograma e dos exames de imagem os exames laboratoriais são imprescindíveis para avaliação das doenças cardíacas e do risco de desenvolvimento da doença. De acordo com a Academia Nacional de Bioquímica Clínica (NACB) Americana para prevenção primária de doenças cardíacas é essencial que seja realizada a pesquisa sorológica de biomarcadores, como as Lipoproteínas, Apoproteínas, Homocisteína, Fibrinogênio, Peptídeo Natriurético Cerebral (BNP), Proteína C Reativa e marcadores da função renal, como a Cistatina C (MYERS et al., 2009) (19). O diagnóstico laboratorial da doença aguda deve ser realizado por meio da determinação sérica de marcadores cardíacos, proteínas e enzimas liberadas na circulação quando existe lesão celular, como a creatinofosfoquinase (CK) e a sua fração MB (CK-MB) e a mioglobina (CAVALCANTI et al., 1998) (5).

A Cistatina C é uma proteína com massa molecular de aproximadamente 13 kD produzida em todas as células nucleadas (ABRAHAMSON et al., 1988) (1). Estudos recentes têm demonstrado que a elevação sérica dos níveis de Cistatina C, utilizada atualmente como um marcador da função renal, está relacionada ao aumento do risco do desenvolvimento de cardiopatias e morte (ASTOR et al., 2012) (3).

Esta revisão bibliográfica tem o intuito de investigar a associação entre a elevação dos níveis séricos de Cistatina C e o risco do infarto do miocárdio na população em geral, além da utilização deste marcador no diagnóstico laboratorial.

 

Consulte o artigo completo na nossa revista! Clique >>aqui<< 

 

Autora: Siumara Tulio.

Titulação: Doutora em Medicina Interna-UFPR

Função: Assessora Científica da Capricorn Technologies.

Endereço para correspondência: [email protected]

 

 

 

 

Confira a ultima edição da Newslab

Em 10 anos, SUS gasta quase R$ 3 bilhões apenas com consequências de acidentes de trânsito

Conteúdo: reprodução do Conselho Federal de Medicina  No Brasil, a cada 60 minutos, em média, pelo menos cinco pessoas morrem vítimas de acidente de trânsito.

Leia mais

Com foco na excelência em logística hospitalar, Bomi marca presença na Hospitalar 2019

A Bomi, multinacional italiana conhecida pela excelência em soluções logísticas altamente qualificadas e personalizadas, apresentou na Feira Hospitalar 2019, maior evento da área de saúde

Leia mais

Software desenvolvido pela Siemens Healthineers rastreia de risco fetal: inovações da Hospitalar 2019

Em sua 26ª edição, a HOSPITALAR 2019, um dos principais eventos de negócios e inovações tecnológicas para a área médica, tanto no mercado nacional como

Leia mais

O controle da temperatura e umidade do ambiente hospitalar é crucial: conheça as soluções da Thermomatic

Uma das questões que mais preocupam autoridades dos setores de saúde, com certeza é a infecção hospitalar.  Estima-se que no Brasil esse problema atinja 10%

Leia mais
Seções
Fechar Menu