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Padronização de critérios visuais de aceitação e rejeição de amostra hemolisadas em laboratório clínico

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Publicado originalmente na NewsLab 103 / 2010


Resumo

Objetivo: Originada na fase pré-analítica devido à contaminação da parte líquida da amostra de sangue com o conteúdo eritrocitário, a hemólise in vitro é o interferente mais comum e a principal causa de rejeição de amostras em ensaios analíticos no laboratório de análises clínicas. Analisamos a influência da hemólise in vitro nas dosagens laboratoriais de diferentes metodologias e equipamentos e padronizamos critérios de rejeição de amostras.

Material e Métodos: Partindo de uma solução matriz de hemólise contendo 13,0 g/dL de hemoglobina, obteve-se 12 concentrações seriadas (v/v em água reagente Tipo I), que foram misturadas (v/v) com um “pool” de soros límpidos, dentro dos valores de referência normais e também com amostras de valores positivos ou alterados. A análise dos resultados foi feita com base no Erro Total Permitido calculado entre as replicatas sem e com hemólise, para cada concentração de hemoglobina em todos analitos estudados (quantitativos). A concordância simples foi utilizada para os ensaios qualitativos.

Resultados: Para química líquida, química seca, imunoturbidimetria e quimioluminescência, a interferência da hemólise foi observada a partir de 0,05g/dL para todos os analitos, exceto bilirrubinas e insulina (>0,025 g/dL) e gamaGT (> 0,00625g/dL). Para nefelometria, Elisa e imunofluorescência indireta, a interferência foi a partir de 0,8 g/dL. Com estes dados foi elaborada uma escala visual contendo as 12 concentrações de Hb com suas respectivas cores e valor de corte para rejeição.

Conclusão: Com os resultados encontrados foi possível conhecer a interferência real da hemólise nas dosagens analíticas em nosso laboratório. Também definimos e padronizamos, de forma simples e visual, os critérios de rejeição de amostras por este interferente.

Palavras-chave: Hemólise, interferência, rejeição, influência


Summary

Objective: Caused pre-analysis by contamination of blood sample’s erythrocytes liquid phase, hemolysis is the most common in vitro interference in blood assays and is the major cause of blood sample rejection for analytic assays in the clinical laboratory. We studied its influence in vitro on laboratory assays at different methods and equipments and thereby standardized the blood sample rejection criteria.

Material and Method: Using a hemolysis stock solution of 13,0 g/dL of hemoglobin (Hb), we obtained a series of 12 solution concentrations diluted (v/v) in reagent water type I, mixed (v/v) with clean pooled serum that had normal reference values, or with serum positive and altered values. Analysis of results was performed based on the Total Error Acceptable (TEA) for all the quantitative analytes studied, using duplicate samples one with and the other without hemolysis solution for each hemoglobin concentration. Simple concordance was used for qualitative assays.

Results: With chemical liquid, dry chemical, immuneturbidimetry and chemiluminescence positive hemolysis interferences were observed in assays with concentrations ≥ 0,05g/dL for all analytes, with the exception of bilirrubin and insuline (> 0.025 g/dL) and gamma GT (> 0.00625 g/dL). For nephelometry, ELISA and indirect immunofluorescence (IIF) the interference was detected at ≥ 0.8 g/dL. A visual colored scale was generated to identify Hb concentrations, allowing for matching of sample values with cut-off values for sample rejection.

Conclusion: These results allowed improved the understanding of the influence of hemolysis with analytic assays in our laboratory. We also established and standardized a simple and visual method to apply the rejection criteria of this interference to blood samples.

Keywords: Hemolysis, interference, rejection, influence


Autores: Maria Cristina de Martino, Marcia Cristina Feres, Alexandre Gabriel Jr. (in memorian), Paulo Campana e Sergio Tufik


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