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Biópsias: Cuidados pré-analíticos que garantem qualidade e confiabilidade dos resultados

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Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) em 2018 são estimados aproximadamente 600 mil novos casos de Câncer no Brasil¹. A forma mais eficaz de diagnosticar se um tecido está contaminado com células cancerosas, é fazendo uma biópsia. Para isso, cuidados básicos na fase pré-analítica são fundamentais e regulamentados pela Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) Nº 1.823/2007² para garantir resultados confiáveis, entre eles destaca-se os seguintes:

1° A biópsia deverá ser fixada, logo após sua obtenção. O volume ideal de formol para tecido é de 10 volumes de formol para 01 volume de tecido. Os frascos também devem ter um volume ideal para a boa fixação (no mínimo 10 vezes o volume da peça);

2° O formol é responsável por preservar a amostra “matando” o tecido de forma a prevenir a autólise e putrefação. Esse processo denominado de fixação preserva a amostra biológica (tecido ou células) ao estado mais próximo ao natural possível;

3° A importância do uso do formol tamponado a 10% pois ele possui um pH neutro próximo de 7.0 que impede a oxidação do formol, prevenindo que deteriore a amostra e trazendo maior confiabilidade nos exames laboratoriais, principalmente os de biologia molecular, que requerem preservação do DNA das células;

4° Os frascos devem ser tecnicamente apropriados e com registro na ANVISA para a coleta, armazenamento e transporte de materiais biológicos de origem humana, para uso em diagnóstico in vitro.

Publicações recentes relatam que cerca de 70% dos erros laboratoriais acontecem na fase pré-analítica. Para garantir que os materiais e amostras tenham a qualidade requerida, é imprescindível aplicar metodologias mais rigorosas para detecção, classificação e redução desses erros, já que a maioria deles acontece por falta de padronização nos processos e produtos utilizados.

HistoPot são frascos para coleta, armazenamento e transporte de biópsias, que tem toda a qualidade da tecnologia Irlandesa e a segurança que o registro na ANVISA pode oferecer. São diversos tamanhos para padronizar os processos do seu laboratório com a máxima segurança para o profissional que colhe e transporta o material, e também para o paciente, que tem a garantia de preservação da sua peça. Diferentemente da coleta de sangue, urina e fezes, que podem em muitos casos serem refeitas, as biópsias em sua maioria são peças únicas, que impossibilitam sua recoleta, por isso o cuidado deve ser redobrado neste tipo de amostra.

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¹https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer
²
BRASIL. Resolução do Conselho Federal de Medicina. Resolução nº 1.823, de 2007. Disciplina responsabilidades dos médicos em relação aos procedimentos diagnósticos de Anatomia Patológica e Citopatologia e cria normas técnicas para a conservação e transporte de material biológico em relação a esses procedimentos, Brasília, DF, 31 ago. 2007. Seção I, pg. 119.


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